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Defesa pede prisão domiciliar de Bolsonaro ao STF com base em agravamento de saúde


Solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes e menciona necessidade de laudo pericial para avaliação do quadro clínico do ex-presidente

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou, na quarta-feira, 4 de fevereiro, um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a concessão de prisão domiciliar. O requerimento foi dirigido ao ministro Alexandre de Moraes e tem como fundamento a alegação de agravamento das condições de saúde do ex-chefe do Executivo enquanto cumpre pena em Brasília.

De acordo com os advogados, Bolsonaro teria apresentado piora clínica nos últimos dias, incluindo episódios recorrentes de vômito e crises intensas de soluços. Com base nessas informações, a defesa solicitou que a Superintendência da Polícia Federal seja formalmente intimada a encaminhar, em caráter de urgência, laudo pericial atualizado para os autos, a fim de permitir análise técnica independente e subsidiar eventual decisão sobre a adoção de medida humanitária.

Bolsonaro está detido desde janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, após determinação do próprio ministro Alexandre de Moraes. A transferência ocorreu no dia 15 de janeiro, quando o ex-presidente deixou a Superintendência da Polícia Federal para cumprir a pena em instalações da PMDF que contam com alojamentos destinados a presos e áreas de descanso para policiais em serviço.

A estrutura do batalhão passou por melhorias recentes nos espaços utilizados pelos policiais, viabilizadas por emenda parlamentar recebida em 2025. Já as dependências destinadas à custódia de presos tiveram sua última reforma registrada em 2020, conforme informações institucionais da corporação.

Paralelamente ao pedido apresentado ao STF, Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Federal na terça-feira, 3 de fevereiro, em investigação que apura possíveis ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em publicações feitas nas redes sociais. O inquérito foi instaurado a partir de solicitação do Ministério da Justiça e investiga eventual prática do crime de injúria.

O depoimento ocorreu nas dependências da unidade prisional onde Bolsonaro se encontra custodiado. O conteúdo das declarações prestadas à Polícia Federal não foi divulgado pelas autoridades responsáveis.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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