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Barragem Santa Lúcia entra no radar de Putinga após chuva superar 200 milímetros


Reservatório ficou próximo de extravasar após o acumulado registrado entre terça e quarta-feira; município busca apoio para obras permanentes de segurança

A Barragem Santa Lúcia tornou-se o principal ponto de atenção em Putinga após o município registrar mais de 200 milímetros de chuva entre terça-feira, 28, e quarta-feira, 29. Segundo o prefeito Juliano Moretto, o reservatório chegou perto de extravasar e permanece sendo acompanhado pelas equipes municipais.

Localizada aproximadamente 200 metros acima da área urbana, a barragem possui cerca de 22 hectares de lâmina d’água. O temor aumentou diante da possibilidade de novas precipitações durante a madrugada. Conforme o prefeito, um volume adicional de 30 a 40 milímetros poderia ter levado a estrutura a extravasar.

A preocupação está relacionada também às características da barragem, construída em terra. Depois de períodos de chuva intensa, infiltrações e o aumento da pressão sobre a estrutura exigem acompanhamento constante. Durante as duas últimas noites, equipes do município monitoraram tanto o reservatório quanto o arroio que atravessa a área urbana.

Prefeitura defende obras para reduzir risco

A administração municipal pretende buscar recursos junto aos governos estadual e federal para realizar intervenções estruturais na Barragem Santa Lúcia. Entre as alternativas defendidas estão a instalação de comportas e a implantação de um novo sistema de extravasão, que permitiria controlar previamente o nível do reservatório diante da aproximação de eventos de chuva intensa.

Técnicos da Defesa Civil Nacional foram acionados para avaliar a estrutura. Conforme as informações apresentadas pelo prefeito, uma vistoria estava prevista para ocorrer ainda na quarta-feira.

Histórico aumenta preocupação

A apreensão também é alimentada pelo histórico da barragem. Em 1953, a estrutura teria rompido e provocado impactos na região central de Putinga.

Segundo a estimativa apresentada pelo prefeito, um eventual novo rompimento poderia atingir aproximadamente 80% da área urbana. O risco, conforme relatado, não estaria limitado ao volume de água, mas também à possibilidade de o fluxo carregar materiais como pedras e galhos.

Diante do cenário, Moretto defende que as obras preventivas não sejam tratadas apenas como resposta a uma emergência, mas como uma medida permanente de proteção à população.

O prefeito também citou a necessidade de articulação regional para enfrentar os impactos dos eventos climáticos, incluindo a busca por rotas alternativas e a recuperação da ponte da ERS-129 entre Muçum e Encantado.

Por enquanto, a Barragem Santa Lúcia segue sob monitoramento, enquanto o município acompanha a evolução do nível do reservatório, as condições meteorológicas e os danos provocados pelo episódio de chuva.

Foto: Divulgação

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