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Novas trincas em pilar mantêm ponte entre Muçum e Encantado interditada por tempo indeterminado


EGR monitora fissuras identificadas por câmeras e aguarda redução do nível do Rio Guaporé para avaliar completamente a estrutura

A ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Muçum e Encantado, continuará fechada por tempo indeterminado após novas fissuras serem identificadas no pilar que já apresentava comprometimento estrutural. A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) decidiu manter a interdição enquanto equipes técnicas acompanham a evolução dos danos e aguardam condições que permitam uma inspeção mais detalhada.

As novas trincas foram observadas por meio de câmeras instaladas para monitorar a estrutura. Segundo o presidente da EGR, Luís Fernando Vanacôr, em entrevista à Rádio A Hora nesta quarta-feira, 29, parte do pilar danificado permanece submersa devido à elevação do Rio Guaporé, dificultando uma avaliação presencial completa.

As imagens obtidas estão sendo analisadas pelos projetistas responsáveis pela recuperação da ponte. A intenção é verificar se as fissuras permanecem estáveis ou se indicam uma evolução do comprometimento estrutural.

Tráfego segue proibido

Diante da incerteza sobre o comportamento do pilar, a EGR decidiu não liberar a passagem de veículos ou pedestres. A preocupação é evitar que uma eventual perda de capacidade de sustentação coloque usuários em risco.

Apesar das novas fissuras, a avaliação apresentada pela estatal é de que, neste momento, o pilar ainda consegue suportar o próprio peso e a carga dos tabuleiros da ponte.

Caso essa condição seja mantida, a recuperação poderá seguir o planejamento inicialmente estabelecido, sem necessidade de alterações significativas no projeto. Isso também poderia contribuir para evitar aumento no prazo e nos custos da intervenção.

Obra continua estimada em 40 dias

Mesmo com o surgimento das novas trincas, a EGR mantém a previsão aproximada de 40 dias para a recuperação da estrutura, prazo que depende, entre outros fatores, das condições climáticas e da possibilidade de realização dos serviços.

A proposta continua sendo recuperar o próprio pilar danificado e preservar, na medida do possível, suas características atuais. Eventuais reforços ainda poderão ser incorporados ao projeto caso os estudos apontem essa necessidade.

A definição mais precisa, porém, depende da redução do nível do Rio Guaporé. Com a estrutura novamente acessível, os técnicos poderão realizar uma inspeção direta e dimensionar com maior segurança a extensão dos danos.

Colapso do pilar seria o cenário mais grave

Entre as possibilidades consideradas está o agravamento do problema até um eventual colapso do pilar. Essa hipótese, segundo a EGR, não é atualmente a principal projeção, mas exigiria uma intervenção muito maior caso se concretizasse.

Nesse cenário, dois vãos da ponte, cada um com aproximadamente 30 metros, poderiam ser comprometidos. A consequência seria a necessidade de reconstruir cerca de 60 metros da estrutura, além da construção de um novo pilar.

Enquanto o nível do rio não permitir uma avaliação completa, a população de Muçum, Encantado e dos demais municípios que dependem da ligação segue sem acesso à travessia. A expectativa agora é que a redução das águas permita esclarecer a real dimensão do comprometimento e confirmar se o prazo estimado para a recuperação poderá, de fato, ser mantido.

Foto: Reprodução

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