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Polícia Civil apura denúncia de maus-tratos a animais após divulgação de “corrida de porco”


Inquérito foi instaurado em Arroio do Meio após circulação de vídeos da prática nas redes sociais

A Polícia Civil de Arroio do Meio instaurou inquérito para investigar um caso de maus-tratos a animais relacionado à realização de uma chamada “corrida de porco”, registrada no fim de semana no município. A apuração teve início após a circulação de vídeos da prática nas redes sociais e o recebimento de denúncias de moradores e de representantes da causa animal.

O caso ganhou repercussão no domingo, 8, quando o ex-deputado estadual e ativista Rodrigo Maroni tornou pública a denúncia, afirmando que os envolvidos submeteram os animais a situações de crueldade e divulgaram as imagens de forma aberta nas plataformas digitais. Segundo ele, a prática é proibida no Rio Grande do Sul por determinação judicial.

De acordo com Maroni, há decisão do Tribunal de Justiça que veta a realização de corridas de porco em todo o Estado, com previsão de multa no valor de R$ 50 mil em caso de descumprimento. Nas manifestações feitas nas redes sociais, o ativista cobrou a aplicação das penalidades previstas e a responsabilização criminal dos envolvidos por maus-tratos e desobediência à ordem judicial.

A denúncia foi formalmente encaminhada à Polícia Civil, que confirmou ter tomado conhecimento dos fatos ainda no domingo. Conforme a delegada substituta e responsável pela delegacia de Arroio do Meio, Dieli Caumo Stobbe, o boletim de ocorrência foi analisado na manhã desta segunda-feira, 9, com a confirmação da abertura do inquérito policial.

O procedimento irá apurar a ocorrência de crime ambiental relacionado a maus-tratos contra animais. Segundo a delegada, suspeitos, testemunhas e demais envolvidos serão ouvidos ao longo da investigação, podendo responder criminalmente conforme o resultado das apurações.

A reportagem manteve contato com um dos envolvidos na divulgação do vídeo nas redes sociais, que informou, por meio de resposta, que não irá se manifestar publicamente neste momento. O nome não foi divulgado por questões legais.

Foto: Reprodução

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