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PF aponta contato entre investigados como motivo para prisões na Operação Lamaçal


Delegado afirma que comunicações durante o inquérito fundamentaram pedido de detenção temporária

A Polícia Federal prendeu temporariamente o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, e uma empresária vinculada à empresa Arki após identificar comunicações frequentes entre ambos durante o andamento da Operação Lamaçal. A informação foi confirmada pelo delegado Marcondes Silva, responsável pela PF em Santa Cruz do Sul, em entrevista à Rádio A Hora.

De acordo com o delegado, os investigados haviam informado anteriormente que não mantinham contato recorrente. No entanto, durante a apuração, que tramita sob sigilo, foram detectadas interações entre eles após a deflagração da primeira fase da operação. Para a autoridade policial, a situação poderia interferir na condução das investigações, o que levou ao pedido de prisão temporária, autorizado pela Justiça.

A segunda etapa da operação foi cumprida nesta quinta-feira, 26, com a execução de 20 mandados de busca e apreensão. Três veículos foram recolhidos e dois investigados foram detidos. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região determinou ainda o afastamento cautelar de agentes públicos nos municípios de Lajeado e Encantado.

O inquérito também analisa dois contratos ligados à área da Assistência Social, nos quais foram identificados indícios de sobrepreço. Segundo a Polícia Federal, esses contratos não estariam diretamente relacionados aos eventos climáticos registrados em 2024. Na fase inicial da operação, já haviam sido bloqueados valores e apreendidos automóveis.

Além dos presos, a investigação alcança servidores das prefeituras de Lajeado e uma vereadora de Encantado que mantinha vínculo com a empresa citada. Em Fazenda Vilanova, diligências foram realizadas contra uma pessoa física associada à empresa investigada.

As prisões temporárias têm prazo inicial de cinco dias, com possibilidade de prorrogação mediante solicitação da autoridade policial. Conforme o delegado, eventual colaboração dos detidos pode resultar em pedido de revogação da medida.

Os próximos procedimentos incluem a oitiva dos envolvidos, a análise do material apreendido e a avaliação sobre possíveis indiciamentos ao término do inquérito.

Fotos: Polícia Federal / Reprodução

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