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Exumação de integrantes dos Mamonas revela objeto preservado e dá início a projeto de memorial em Guarulhos


Jaqueta depositada no sepultamento de Dinho foi localizada durante procedimento que integra iniciativa de homenagem aos músicos

Uma peça de vestuário utilizada pela equipe dos Mamonas Assassinas foi encontrada preservada sobre o caixão do vocalista Dinho durante a exumação realizada nesta semana no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. A informação foi divulgada na quarta-feira, 25, por meio de comunicado nas redes oficiais do grupo e confirmada por Jorge Santana, responsável pela gestão da marca da banda.

Segundo a administração, a jaqueta havia sido colocada sobre o caixão no momento do sepultamento, em 1996. Após ser localizada, a peça passou a permanecer sob custódia do cemitério. A possibilidade de integrá-la ao espaço de memória dedicado aos músicos será analisada posteriormente.

A exumação integra um projeto anunciado três décadas após o acidente aéreo que vitimou os cinco integrantes do grupo — Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli — em 2 de março de 1996, na Serra da Cantareira, na capital paulista. O procedimento prevê a utilização de parte das cinzas na implantação de um jardim memorial dentro do próprio cemitério onde os artistas estão sepultados.

O espaço, denominado Jardim BioParque Memorial Mamonas, contará com o plantio de cinco árvores, cada uma representando um integrante. De acordo com os organizadores, a proposta é associar as cinzas resultantes da cremação ao cultivo de espécies nativas, que serão acompanhadas por equipe técnica especializada. O acesso ao memorial será gratuito ao público, embora a data de inauguração ainda não tenha sido divulgada.

A iniciativa não altera a manutenção dos túmulos, que permanecerão disponíveis para visitação de familiares e admiradores. A direção do projeto afirma que o objetivo é estabelecer um local permanente de referência à trajetória artística do grupo, cuja carreira teve repercussão nacional na década de 1990.

Formada em Guarulhos, a banda alcançou projeção nacional em 1995, com repertório que mesclava humor e diferentes estilos musicais. O único álbum de estúdio do grupo vendeu milhões de cópias no país e consolidou os músicos como fenômeno de público naquele período. A morte dos integrantes interrompeu a trajetória artística no auge da popularidade, gerando ampla comoção.

Com a criação do memorial, a proposta institucional é organizar um espaço estruturado para registro histórico e visitação, integrando elementos simbólicos relacionados à história da banda.

Foto: Reprodução

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