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Cirurgia de Bolsonaro ocorre sem complicações e médicos avaliam próximos passos do tratamento

Procedimento para correção de hérnia inguinal bilateral foi realizado sem intercorrências, e equipe médica avalia necessidade de tratamento para crises persistentes de soluços

A cirurgia realizada no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã desta quinta-feira, 25, no Hospital DF Star, em Brasília, transcorreu dentro do esperado e sem registros de intercorrências, segundo a equipe médica responsável pelo procedimento. A intervenção teve início por volta das 9h30min e durou cerca de quatro horas, conforme o tempo previamente estimado pelos profissionais.

O procedimento foi indicado para a correção de uma hérnia inguinal bilateral e seguiu a técnica convencional, com reparo das hérnias e reforço da parede abdominal por meio de tela de polipropileno. De acordo com o cirurgião Cláudio Birolini, o ex-presidente entrou agora na fase de recuperação, que inclui cuidados pós-operatórios como controle da dor, fisioterapia, prevenção de trombose e monitoramento clínico.

Ainda nesta quinta-feira, o hospital deve divulgar boletim médico atualizado com informações detalhadas sobre o estado de saúde de Bolsonaro. Paralelamente, a equipe avalia a possibilidade de realizar, nos próximos dias, um procedimento específico para tratar as crises recorrentes de soluços enfrentadas pelo ex-presidente. A cirurgia realizada hoje, no entanto, não tem impacto direto sobre esse quadro.

Segundo Birolini, caso seja necessário, o tratamento indicado para os soluços consiste em um bloqueio anestésico do nervo frênico — procedimento que não envolve cirurgia, mas sim a aplicação de anestesia próxima ao nervo localizado na região cervical, com extensão até o diafragma.

Esta não foi a intervenção mais complexa enfrentada por Bolsonaro nos últimos anos. Em abril, ele passou por uma cirurgia abdominal considerada mais invasiva, destinada à liberação de aderências intestinais e à reconstrução do abdome, que se estendeu por cerca de 12 horas — a mais longa desde o atentado sofrido em 2018.

Na tarde desta quinta-feira, o ex-vereador Carlos Bolsonaro divulgou uma imagem do pai já no hospital e informou que os médicos seguem acompanhando o pós-operatório, além de analisarem a necessidade de novos procedimentos. Durante a internação, Bolsonaro está acompanhado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Os filhos Flávio e Carlos também estiveram no local ao longo do dia.

Em publicação nas redes sociais, Carlos Bolsonaro também criticou o esquema de segurança adotado durante a hospitalização. Jair Bolsonaro cumpre pena desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, após condenação a 27 anos e três meses de prisão relacionada à trama golpista. Segundo ele, o número de agentes mobilizados seria excessivo e desproporcional.

Boletim médico

Em coletiva realizada no período da tarde, a equipe médica confirmou que Bolsonaro já se encontra acordado e em recuperação no quarto. A previsão inicial é de um período de internação entre cinco e sete dias. Os médicos também informaram que ainda será avaliada a possibilidade de transferência do ex-presidente da custódia da Polícia Federal durante o tratamento.

O cardiologista Brasil Ramos Caiado explicou que nenhum procedimento foi feito nesta cirurgia para conter os soluços e que essa decisão deverá ser tomada após observação clínica nos próximos dias. Segundo ele, o quadro é acompanhado de forma constante e preocupa tanto a equipe médica quanto o próprio paciente.

Bolsonaro foi internado na quarta-feira, 24, para a realização de exames e preparação pré-operatória. A hospitalização foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após avaliação da Polícia Federal apontar a necessidade da intervenção.

Considerada eletiva, a cirurgia foi indicada para evitar agravamento do quadro e possíveis complicações futuras. No pós-operatório, o ex-presidente seguirá sob monitoramento contínuo, com atenção especial ao controle da dor, mobilização precoce, fisioterapia e medidas preventivas contra complicações respiratórias e trombose venosa profunda.

Foto: Reprodução

 

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