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Abandono de animais em rodovias cresce no verão e mobiliza órgãos de fiscalização no RS

 

Prática é crime, aumenta durante o período de férias e representa risco à segurança viária e ao meio ambiente

Com a intensificação de viagens durante o verão, o abandono de animais em rodovias volta a preocupar autoridades e órgãos responsáveis pela fiscalização no Rio Grande do Sul. A prática, tipificada como crime pela legislação brasileira, é alvo de ações de conscientização e monitoramento tanto em estradas estaduais quanto federais.

Nas rodovias estaduais, a fiscalização é realizada pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) em conjunto com o Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar (CRPv BM). Já nas vias federais, a responsabilidade é da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os órgãos mantêm campanhas permanentes de orientação aos motoristas, especialmente durante o período de férias, quando o fluxo de veículos é maior.

Segundo a PRF no Rio Grande do Sul, os registros de abandono de animais em rodovias aumentam cerca de 40% nesta época do ano. A conduta está prevista na Lei nº 14.064/2020, que ampliou as penalidades para crimes cometidos contra cães e gatos, incluindo prisão em flagrante, pena de reclusão de dois a cinco anos, aplicação de multa e proibição da guarda de animais.

Além da violação à legislação de proteção animal, o abandono representa um fator de risco para acidentes de trânsito. Animais soltos nas estradas podem provocar frenagens bruscas ou manobras evasivas por parte dos motoristas, aumentando a possibilidade de colisões e saídas de pista.

Embora muitas ocorrências não sejam contabilizadas oficialmente, estudos indicam a dimensão do problema. Uma estimativa do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), vinculado à Universidade Federal de Lavras (UFLA), aponta que cerca de 475 milhões de animais morrem anualmente nas rodovias brasileiras, em sua maioria espécies silvestres, o que representa uma morte a cada 15 segundos.

Como medida de mitigação, projetos de infraestrutura viária têm incorporado a construção de corredores de fauna, estruturas que permitem a travessia segura de animais por cima ou por baixo das rodovias, conciliando a circulação de veículos com a preservação ambiental.

Foto: Divulgação

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