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Marcelo Caumo diz confiar na Justiça após operação da PF e nega ligação com valores apreendidos

 

Ex-prefeito de Lajeado e atual secretário estadual afirmou que o dinheiro encontrado em escritório do qual é sócio não tem relação com a investigação sobre desvio de recursos federais

O ex-prefeito de Lajeado e atual secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Marcelo Caumo, divulgou nesta terça-feira, 11, uma nota oficial em resposta às diligências da Polícia Federal realizadas em endereços ligados a ele durante a Operação Lamaçal. A investigação apura suspeitas de desvio de verbas federais repassadas ao município após as enchentes de 2024.

Na manifestação, Caumo declarou estar à disposição das autoridades e disse confiar no trabalho da Justiça. “Confio plenamente na Justiça e possuo a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos”, afirmou.

O secretário ressaltou que, durante seus mandatos como prefeito de Lajeado, atuou com transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. “Tenho orgulho de ter liderado uma gestão reconhecida por avanços significativos em Lajeado”, destacou.

A Polícia Federal apreendeu R$ 411 mil em espécie no escritório de advocacia do qual Caumo é sócio, em Lajeado. O secretário negou qualquer relação entre os valores e o objeto da investigação. “Os recursos apreendidos no escritório do qual fui sócio não têm qualquer relação com o objeto da investigação em curso, ou com minha função pública, e será devidamente comprovado”, concluiu.

A Operação Lamaçal cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em nove cidades do Rio Grande do Sul, investigando o suposto direcionamento de licitações e desvio de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), utilizados em contratos firmados após a tragédia climática de 2024.

Foto: Arquivo

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