Explosão de casos de influenza no RS em 2025 acende alerta: internações aumentam 946% e mortes saltam mais de 3.100%
O Rio Grande do Sul vive um dos cenários mais preocupantes dos últimos anos no que diz respeito às doenças respiratórias. Em 2025, o estado registrou o maior número de hospitalizações e mortes por influenza desde o início da série histórica pós-pandemia de H1N1. Foram 2.795 internações e 451 óbitos causados pelo vírus da gripe — um salto alarmante de 946% nas internações e 3.121% nas mortes em comparação ao ano de 2011.
Os dados constam no Painel de Hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mantido pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). O cenário é ainda mais grave se considerados todos os tipos de infecção respiratória: somente neste ano, já são 11.895 internações por SRAG no estado. Além da influenza, outros vírus respiratórios têm contribuído para o expressivo aumento de diagnósticos e hospitalizações.
Especialistas avaliam que as causas para esse avanço ainda estão sendo estudadas, mas apontam dois fatores principais: a baixa adesão à vacinação contra a gripe e os efeitos da sazonalidade. A combinação entre o frio intenso e a circulação de vírus em ambientes fechados favorece a disseminação da doença — especialmente entre grupos vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com comorbidades.
A situação reforça a urgência de intensificar as campanhas de imunização e o acompanhamento epidemiológico. A vacinação segue sendo a principal forma de prevenção contra a gripe e suas complicações. As autoridades de saúde também alertam para a importância de buscar atendimento médico ao primeiro sinal de agravamento dos sintomas respiratórios.
Diante de um ano que já se tornou o mais letal para a influenza desde o H1N1, a prevenção é o único caminho possível para conter o avanço da doença e salvar vidas.
Foto: Reprodução

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