EGR divulga nota sobre ponte entre Muçum e Encantado e novidade continua em falta
A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) divulgou, nesta terça-feira, 28, uma nova nota técnica sobre a ponte da ERS-129, entre Muçum e Encantado, mas, apesar do tamanho do comunicado, a população continua sem a principal informação que espera: quando e como a travessia será restabelecida.
O documento confirma que a ponte permanece totalmente interditada para veículos no km 82 e repassa, em linguagem técnica e burocrática, informações que já eram públicas desde a semana passada. A estrutura apresenta uma fratura em uma das paredes de travamento dos pilares, identificada em vistoria realizada na sexta-feira, 24.
Ou seja: a ponte continua interditada porque está comprometida. Até aí, nenhuma grande descoberta.
A EGR também lembra que, desde sábado, ambulâncias e outros veículos de urgência e emergência podem passar excepcionalmente pelo local. Para os demais usuários, porém, a porteira segue fechada.
A estatal afirma que mantém equipes de engenharia mobilizadas e que ainda estuda a alternativa considerada mais segura e rápida para recuperar a estrutura.
Entre as possibilidades citadas estão a recuperação emergencial do pilar danificado e uma solução provisória, como uma passagem molhada, desde que as condições do rio e do tempo permitam.
A possibilidade de instalar uma estrutura provisória sobre a própria ponte foi descartada porque exigiria novas análises estruturais e poderia atrasar a recuperação.
Tudo isso, novamente, já estava no radar.
A EGR também informa que trabalha na melhoria da rota alternativa entre Encantado, Roca Sales e Muçum, buscando reduzir os transtornos para moradores, serviços públicos e transporte de cargas.
E, ao final, a nota reafirma que a prioridade é preservar vidas e garantir segurança, além de prometer manter a população informada.
A pergunta que continua sem resposta
A nota não apresenta cronograma para a recuperação, não estabelece prazo para uma solução provisória, não informa quando as obras efetivamente começarão e tampouco estima quando o tráfego poderá voltar a ser liberado.
A população, portanto, recebe mais uma explicação sobre aquilo que já sabe e continua sem uma resposta concreta sobre aquilo que realmente precisa saber.
É compreensível que uma estrutura comprometida não possa ser liberada sem segurança. Também é necessário que qualquer intervenção seja tecnicamente avaliada. Mas segurança e planejamento não deveriam ser sinônimos de indefinição permanente.
Enquanto os estudos avançam, moradores, empresários, trabalhadores, produtores e transportadores seguem obrigados a utilizar rotas alternativas, com impactos no deslocamento e na atividade econômica de uma região que depende da ligação entre os municípios.
Foto: Divulgação
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