Prefeito alerta para risco de paralisação na reconstrução de Muçum sem recursos para contenção de encostas
A possibilidade de interrupção no processo de reconstrução de Muçum voltou a preocupar moradores do município após declarações do prefeito Amarildo Baldasso durante entrevista concedida à Rádio A Hora, de Encantado. Segundo o chefe do Executivo, a cidade depende da liberação de aproximadamente R$ 12 milhões por parte do Governo Federal para executar obras de contenção de encostas consideradas essenciais para garantir segurança em áreas atingidas pelos deslizamentos registrados nos últimos eventos climáticos.
O projeto já foi encaminhado à União e prevê intervenções estruturais em pontos classificados como críticos. Conforme o prefeito, sem a realização dessas obras, o município enfrenta dificuldades até mesmo para avançar em novos projetos habitacionais. “Temos que projetar encostas para garantir segurança às casas; caso contrário, não podemos sequer construir novas moradias”, afirmou Baldasso durante a entrevista.
A declaração acende um alerta sobre a situação enfrentada pela cidade, que ainda convive com marcas profundas das enchentes e deslizamentos dos últimos anos. A insegurança em áreas consideradas vulneráveis preocupa famílias que aguardam definições sobre reassentamentos e novas construções.
Atualmente, Muçum mantém em andamento um amplo programa habitacional voltado às famílias atingidas. A previsão é de construção de cerca de 400 unidades habitacionais entre projetos próprios, compra assistida e programas vinculados à reconstrução. Até o momento, segundo dados apresentados pela prefeitura, 80 moradias já foram entregues, enquanto outras 74 seguem em fase de obras.
Apesar do avanço parcial, a dependência de recursos federais para estabilização de encostas gera apreensão sobre o futuro da reconstrução. Sem a execução das obras preventivas, parte das áreas segue sob risco geológico, dificultando licenciamentos, novos loteamentos e a retomada definitiva da normalidade para centenas de moradores.
O cenário também amplia a pressão sobre os governos estadual e federal, cobrados pela população local para garantir agilidade na análise e liberação dos recursos necessários. Enquanto isso, famílias atingidas seguem convivendo com incertezas e o temor de novos episódios climáticos extremos.
Foto: Reprodução

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