Governador deve definir agenda para depor na CPI dos Pedágios nas próximas semanas
Prorrogação da comissão reacende expectativa sobre presença de Eduardo Leite em debates sobre concessões rodoviárias no RS
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul deve avançar nos próximos dias na definição da data para o depoimento do governador Eduardo Leite à CPI dos Pedágios. A articulação será conduzida pelo líder do governo no Parlamento, deputado Frederico Antunes, após a comissão receber novo prazo de funcionamento.
A CPI investiga o modelo de concessões rodoviárias adotado no Estado e voltou a ganhar força com a ampliação de seus trabalhos por mais 30 dias. O colegiado é presidido pelo deputado Paparico Bacchi, enquanto o deputado Miguel Rossetto atua como relator.
De acordo com informações divulgadas nos bastidores da Assembleia, a intenção do governo é construir um cronograma que permita a participação do governador sem conflito com compromissos oficiais já previstos. A possibilidade de comparecimento de Eduardo Leite à comissão já vinha sendo discutida desde o início do ano.
Em fevereiro, o Palácio Piratini informou oficialmente à CPI que o governador estava disposto a prestar esclarecimentos aos parlamentares. Na ocasião, datas chegaram a ser sugeridas pela comissão, mas não houve compatibilidade na agenda do Executivo estadual.
Mais tarde, em abril, o governo reiterou o interesse em colaborar com os trabalhos da CPI, condicionando apenas a necessidade de alinhamento prévio para viabilizar o encontro.
A eventual participação de Leite na comissão é aguardada principalmente por deputados da oposição, que vinham cobrando explicações diretas do governador sobre o modelo de concessões e os contratos previstos para as rodovias gaúchas.
O tema tem mobilizado lideranças regionais e representantes de diferentes municípios, especialmente no Vale do Taquari. Isso porque o chamado bloco 2 das concessões, que inclui estradas da região, possui leilão programado para o dia 10 de junho, na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3.
Nos últimos meses, o sistema de pedagiamento previsto para as rodovias estaduais passou a ser alvo de manifestações, audiências públicas e questionamentos sobre tarifas, impactos econômicos e critérios adotados nos contratos de concessão.
Foto: Maurício Tonetto / SECOM / Reprodução

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