Novo cemitério de Muçum começa a sair do papel, mas remoção de sepultamentos antigos ainda gera dúvidas
As obras do novo cemitério municipal de Muçum finalmente começaram na localidade de Linha São Luís, após quase três anos da primeira enchente que destruiu a antiga estrutura e expôs a necessidade urgente de um espaço definitivo fora das áreas de risco do município. A movimentação de máquinas no terreno marca o início de uma das obras mais aguardadas pela população desde a tragédia climática que atingiu a cidade.
A previsão divulgada pela administração municipal é de que o novo espaço esteja pronto em até cinco meses. O projeto contempla uma área de aproximadamente três hectares, com espaço para gavetas mortuárias, capelas e possibilidade de ampliação futura. O terreno escolhido fica em uma área elevada e distante da mancha de inundação do Rio Taquari.
A construção ocorre após uma longa etapa de buscas por um local adequado. Diversas áreas foram avaliadas, mas apresentaram impedimentos ambientais ou risco de deslizamentos e enchentes. A solução encontrada veio por meio da doação de um terreno particular na Linha São Luís, permitindo o avanço do projeto.
Enquanto o cronograma da obra é apresentado como prioridade pela prefeitura, outro ponto ainda segue indefinido e preocupa famílias que possuem parentes sepultados no antigo cemitério: a transferência dos restos mortais. Até o momento, não há um plano detalhado divulgado sobre como ocorrerá a remoção dos corpos já sepultados na antiga área destruída pelas cheias.
Segundo informações da administração municipal, será necessário realizar um mapeamento completo do antigo cemitério, já que parte das identificações e estruturas foi perdida durante as enchentes. A expectativa é de que as famílias sejam chamadas futuramente para auxiliar no reconhecimento das gavetas e capelas funerárias.
Além disso, a transferência dependerá de um projeto de lei específico a ser encaminhado à Câmara de Vereadores, o que indica que o processo ainda deverá enfrentar etapas burocráticas antes de efetivamente acontecer.
Foto: Divulgação

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