Diretor do Portal Acontece no Vale cria projeto de restauração e colorização de imagens históricas de Muçum com uso de Inteligência Artificial
O diretor do Portal Acontece no Vale, jornalista Ranieri Zilio Moriggi, lançou um projeto voltado à restauração e colorização de imagens históricas de Muçum por meio da Inteligência Artificial. A proposta busca preservar registros antigos do município e recuperar parte da memória afetiva e histórica da comunidade, especialmente após as enchentes que destruíram acervos públicos e familiares nos últimos anos.
O trabalho consiste na recuperação digital de fotografias antigas em preto e branco, que passam por processos de restauração e colorização, sempre buscando manter fidelidade histórica às imagens originais. A iniciativa pretende reunir registros desde o período da colonização italiana, quando Muçum ainda era distrito de Guaporé, até momentos marcantes da emancipação e desenvolvimento do município.
A ideia de iniciar o projeto surgiu após uma conversa com a professora de História do município, Mircele Giaretta, que questionou Ranieri sobre a existência de fotografias de figuras históricas de Muçum. A partir disso, nasceu a proposta de ampliar o processo de restauração e disponibilizar as imagens para a comunidade.
Segundo o diretor do Portal, a professora Mircele já desenvolve um importante trabalho de preservação histórica no município, inclusive com imagens revitalizadas que passaram a integrar o novo livro sobre a história de Muçum, recentemente lançado. Ele destaca ainda a dedicação dos professores e pesquisadores que atuam na preservação da memória local. “As professoras têm um papel fundamental na preservação da nossa história e da nossa identidade. A professora Mircele já realiza esse trabalho há algum tempo, pesquisando, organizando e revitalizando imagens históricas. Isso acabou despertando em mim a vontade de ampliar esse processo, utilizando também a Inteligência Artificial como ferramenta para aproximar as pessoas da nossa história”, afirma.
Segundo Moriggi, muitas dessas fotografias ainda estão espalhadas em redes sociais, arquivos particulares e álbuns de famílias que conseguiram preservar parte de seus registros mesmo após os eventos climáticos extremos. “Há muitas imagens que a gente nem imagina e que estão espalhadas pelas redes sociais e também nos álbuns das famílias, que conseguiram salvar a história mesmo com as enchentes. A ideia é que a gente consiga resgatar e ir publicando, contando um pouco da história de cada imagem. É uma forma da gente resgatar e valorizar de onde viemos e para onde queremos ir. Não é possível a gente ver a história se apagar”, destaca.
A proposta é publicar diariamente uma nova imagem restaurada, acompanhada de um breve histórico sobre o local, as pessoas ou o contexto retratado na fotografia.
Moriggi também ressalta o uso positivo da tecnologia para fins culturais e históricos. “Apesar da inteligência artificial também servir para disseminar mentiras, alterar vídeos e falas, a gente pode utilizá-la de maneira propositiva, positiva, garantindo a perpetuação da história e resgatando imagens que as novas gerações poderão ver e imaginar como era Muçum há 100, 50 anos atrás”, afirma.
Foto: Reprodução / Colorização feita por IA

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