Manifesto defende candidatura de Eduardo Leite à Presidência fora do PSD
Um grupo formado por economistas, ex-parlamentares e lideranças da sociedade civil lançou um manifesto defendendo que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), dispute a Presidência da República por outra legenda. A mobilização ocorre após o PSD anunciar, na segunda-feira, 30 de março, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como pré-candidato ao Palácio do Planalto.
A decisão foi comunicada pelo presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, que era considerado uma das principais opções internas. Segundo Kassab, a escolha por Caiado se baseou na avaliação de maior viabilidade eleitoral, embora tenha reconhecido o potencial de outros nomes da sigla.
Diante desse cenário, o manifesto intitulado “Por um Brasil possível e um presidente à altura do desafio” propõe uma alternativa ao atual quadro político nacional. O documento sugere diretrizes para o país, como responsabilidade fiscal na gestão econômica, fortalecimento de áreas como saúde e educação com base em critérios técnicos e uma reforma institucional envolvendo os Três Poderes, a ser apresentada ainda durante a campanha eleitoral.
A iniciativa é coordenada pelo sociólogo Zeca Martins, ligado ao movimento Derrubando Muros, e reúne assinaturas de nomes como os economistas Aod Cunha, Eduardo Giannetti da Fonseca e Samuel Pessoa, além de ex-integrantes da vida pública, como o ex-ministro da Justiça Miguel Reale Jr. e o ex-senador José Aníbal. Entidades como o Movimento Brasil Livre e o Instituto Democracia também aderiram ao texto, que permanece aberto a novas assinaturas.
Em manifestação pública, Eduardo Leite avaliou que a definição do PSD pode contribuir para a manutenção da polarização política no país. Apesar disso, indicou que não pretende contestar a decisão da legenda. O governador também reiterou que seguirá à frente do governo do Rio Grande do Sul até o fim do mandato, previsto para dezembro de 2026.
Foto: Fabiano do Amaral / Correio do Povo

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