Déficit financeiro coloca em risco funcionamento da UTI do Hospital Beneficente Santa Terezinha
Direção alerta para prejuízo acumulado e busca alternativas para manter o serviço ativo
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Beneficente Santa Terezinha enfrenta risco de interrupção diante de dificuldades financeiras que vêm se agravando nos últimos meses. Segundo a administração da instituição, o déficit mensal varia entre R$ 100 mil e R$ 120 mil, comprometendo a sustentabilidade do atendimento.
De acordo com o diretor administrativo, Márcio Sottana, o hospital acumula prejuízos há cerca de sete meses consecutivos. A situação, conforme ele, exige medidas urgentes para evitar o fechamento da UTI, considerada essencial para a região.
Durante uma reunião realizada nesta semana, a direção apresentou dados detalhados que evidenciam o impacto financeiro do setor. A UTI aparece como um dos principais fatores do desequilíbrio nas contas, especialmente devido à insuficiência dos repasses realizados pelos governos federal e estadual, que não cobrem integralmente os custos de operação.
Diante do cenário, a instituição sugeriu a criação de um modelo de financiamento compartilhado entre os municípios da região, semelhante ao que já ocorre com o apoio de Encantado. A proposta prevê que cada cidade contribua conforme o número de habitantes. No entanto, a ideia ainda encontra resistência entre os gestores municipais.
O principal ponto de divergência está na atribuição de responsabilidades. Prefeitos e representantes argumentam que serviços de média e alta complexidade, como uma UTI, devem ser custeados prioritariamente pelas esferas estadual e federal, enquanto os municípios concentram esforços na atenção básica.
O presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat), Álvaro Giabocco, ressalta que qualquer decisão exige análise cuidadosa. Segundo ele, há preocupação quanto à capacidade financeira das prefeituras em assumir novos compromissos a longo prazo. Giabocco também defende a ampliação do diálogo, incluindo a participação do corpo clínico na discussão sobre alternativas e divisão de custos.
Foto: Divulgação

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