Municípios buscam alternativa para viabilizar Rota do Pão e do Vinho
Diante da sinalização do governo do Estado de que não há viabilidade para investir R$ 170 milhões na construção da Rota do Pão e do Vinho, lideranças do Alto Taquari articulam uma alternativa para tirar o projeto do papel. A Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) estuda a utilização de recursos do programa Pavimenta como caminho para viabilizar a obra.
A proposta em análise prevê ajustes no projeto original, com foco na redução de custos sem comprometer a funcionalidade da estrada, que pretende conectar o Vale do Taquari à Serra. Um estudo preliminar indica que é possível diminuir o investimento em até 40% em relação ao modelo inicialmente apresentado pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).
Entre as mudanças avaliadas está a adoção de um traçado mais próximo da configuração atual da via, com menor necessidade de grandes intervenções estruturais. A ideia inclui a execução de uma pista com dimensões mais compactas, mantendo padrões de qualidade e segurança, mas com menor impacto financeiro.
Um dos pontos considerados mais desafiadores está localizado no município de Doutor Ricardo, onde as condições do terreno podem exigir intervenções mais complexas, como o uso de explosivos, o que eleva os custos. Nos demais trechos, a avaliação técnica aponta para menor grau de dificuldade na execução.
Outro fator levado em conta no redesenho do projeto é a existência de estruturas já consolidadas ao longo do percurso, como uma ponte e cinco pontilhões que permitem a passagem de apenas um veículo por vez. Segundo os gestores, esse cenário reforça a necessidade de um projeto compatível com a realidade da via.
A proposta segue em fase de ajustes técnicos e deverá ser apresentada ao governo estadual em nova rodada de negociações.
Foto: Grupo A Hora / Reprodução

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