Banco Central reduz Selic para 14,75% ao ano após mais de um ano sem cortes
O Banco Central do Brasil anunciou, na quarta-feira, 18, a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, que passou de 15% para 14,75% ao ano. A medida foi definida pelo Comitê de Política Monetária e representa o primeiro corte desde maio de 2024.
A decisão segue a expectativa predominante do mercado financeiro e ocorre em um contexto de busca pelo controle da inflação, principal objetivo da política monetária. A Selic é utilizada como ferramenta para influenciar o consumo, o crédito e a atividade econômica, com impacto direto no custo de vida da população.
Segundo o Banco Central, o ajuste está alinhado com a estratégia de conduzir a inflação para a meta estabelecida, atualmente fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. A instituição também destacou que a medida contribui para reduzir oscilações na economia e estimular o nível de emprego.
O início do ciclo de queda dos juros acontece mesmo diante de incertezas no cenário internacional, especialmente em função de tensões no Oriente Médio, que elevaram o preço do petróleo no mercado global. Esse movimento tem potencial de pressionar os combustíveis e, consequentemente, os índices inflacionários no Brasil.
A definição da taxa considera projeções futuras de inflação, uma vez que os efeitos das mudanças nos juros levam meses para impactar a economia. Atualmente, o Banco Central já trabalha com estimativas voltadas ao terceiro trimestre de 2027.
A reunião mais recente do Copom contou com dois membros a menos, após a saída de diretores da instituição, cujas substituições ainda não foram oficializadas pelo governo federal.
Desde o início de 2025, o país adota o sistema de meta contínua para a inflação. Caso o índice permaneça acima do limite por período prolongado, o Banco Central deve apresentar explicações formais, como ocorreu recentemente após a inflação superar o teto por seis meses consecutivos.
A redução da Selic sinaliza uma possível mudança de trajetória na política monetária, mas o ritmo dos próximos cortes dependerá do comportamento da inflação e das condições econômicas internas e externas.
Foto: ABr / Reprodução

Nenhum comentário