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Suspeito de duplo homicídio é encontrado morto em frente a quartel da Brigada Militar

Homem era procurado desde o crime ocorrido no início da semana e teve óbito confirmado pelo Samu

Elton Luiz Leuze, de 58 anos, investigado como principal suspeito pela morte de Juliane Cristina Schuster, de 30 anos, e de Fabiano Luís Fleck, de 37, foi localizado sem vida na manhã desta quarta-feira, 11, em frente ao batalhão da Brigada Militar de Santa Clara do Sul. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou o óbito no local.

De acordo com informações da Brigada Militar, o corpo foi encontrado no início da manhã, por volta das 6h, diante da sede da corporação. Moradores das proximidades relataram ter ouvido um disparo de arma de fogo cerca de meia hora antes. As circunstâncias da morte serão apuradas pelas autoridades competentes.

Leuze vinha sendo procurado desde terça-feira, 10, após ser apontado como autor de um ataque ocorrido na residência de Juliane, no interior do município. Conforme as investigações, ele teria invadido o imóvel utilizando uma caminhonete e efetuado disparos contra as pessoas que estavam no local.

Juliane foi encontrada morta no banheiro da casa. Fabiano Fleck, pai das filhas da vítima, também morreu após ser atropelado e atingido por tiros. Um homem de 45 anos, atual companheiro de Juliane, ficou gravemente ferido. Ele foi retirado debaixo do veículo pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Hospital Bruno Born, em Lajeado, sendo transferido posteriormente para Porto Alegre devido à gravidade dos ferimentos.

Uma criança de cinco anos, filha de Juliane e Fabiano, estava na residência durante o crime. A menina permaneceu trancada em um dos quartos até o amanhecer, quando conseguiu pedir ajuda.

A Polícia Civil conduz a investigação do duplo homicídio, tratado como feminicídio em razão do histórico entre suspeito e vítima. Juliane possuía medida protetiva concedida pela Justiça em 24 de novembro de 2025, após relatar episódios de violência e comportamento insistente do ex-companheiro. A decisão judicial determinava o afastamento do homem a uma distância mínima de cem metros, proibia qualquer forma de contato e vedava a presença dele no local de trabalho da vítima, além de estabelecer acompanhamento em grupos reflexivos e atendimento psicossocial.

Segundo os registros, a medida tinha validade de seis meses e estava em vigor no momento do crime. Após a concessão da proteção judicial, não houve novos boletins de ocorrência formalizados por Juliane até o episódio desta semana.

Além do caso recente, o homem possuía antecedentes registrados nos anos de 2007, 2008 e 2021, incluindo relato de ameaça feito por outra ex-companheira.

A Brigada Militar e a Polícia Civil seguem responsáveis pelos procedimentos legais e pela apuração completa dos fatos relacionados tanto ao duplo homicídio quanto à morte do suspeito.

Foto: Divulgação

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