Polícia investiga terapeuta por suspeita de estupro de vulnerável em Lajeado
A Polícia Civil apura uma denúncia de estupro de vulnerável atribuída a um terapeuta que atuava na região central de Lajeado. O registro foi formalizado na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) e posteriormente encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), responsável pela condução do inquérito.
Conforme o boletim de ocorrência, os fatos teriam começado em setembro de 2025, quando a vítima procurou atendimento para tratar traumas e problemas de saúde anteriores. Segundo o relato, o investigado se apresentava como médico e profissional vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), embora se identificasse como doutor em psicanálise e formador de terapeutas holísticos.
A denunciante afirmou à polícia que passou por um processo de convencimento para interromper o uso de medicação prescrita para tratamento de transtorno bipolar. De acordo com o depoimento, o terapeuta fornecia um líquido em forma de chá que provocava sonolência intensa, seguido da realização de sessões de hipnose. Os abusos, segundo o relato, teriam ocorrido enquanto ela estava sob efeito das substâncias e em estado de sono, sendo os contatos físicos e a nudez apresentados como parte do procedimento terapêutico.
Ainda conforme a ocorrência, além da interrupção dos medicamentos indicados por profissionais de saúde, o suspeito teria entregue cápsulas e outras substâncias, algumas de origem ilícita. Os materiais foram recolhidos pela Polícia Civil e encaminhados para perícia.
A família da vítima também tomou conhecimento da situação. A mãe da denunciante chegou a iniciar acompanhamento com o mesmo profissional, mas interrompeu o atendimento após a primeira sessão, ao identificar conteúdo de natureza sexual na abordagem.
A vítima solicitou Medidas Protetivas de Urgência, que passam a ser analisadas no âmbito do procedimento policial. O caso segue sob investigação da Deam de Lajeado, que deverá apurar as circunstâncias, eventuais responsabilidades e a regularidade da atuação do investigado.

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