Operação Lamaçal atinge além de ex-prefeito, empresária e agentes públicos na segunda fase
A segunda etapa da Operação Lamaçal, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 26, teve como principais alvos o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, e a gestora da empresa Arki Serviços, Lorena Mercalli, que foram presos temporariamente por determinação do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A decisão prevê detenção pelo prazo inicial de cinco dias, com possibilidade de prorrogação.
Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento da vereadora de Encantado, Joanete Cardoso, e da secretária de Serviços Urbanos de Lajeado, Elisete Mayer. As medidas foram adotadas no âmbito do inquérito que apura a aplicação de recursos federais repassados ao município.
Também foi autorizada a indisponibilidade de até R$ 5 milhões em contas vinculadas ao ex-prefeito. Um veículo localizado na residência de Caumo, avaliado em cerca de R$ 400 mil, foi apreendido durante as diligências.
Até o momento, tanto o Legislativo de Encantado quanto o Executivo de Lajeado informaram que não receberam comunicação formal sobre os afastamentos e demais determinações judiciais.
A investigação concentra-se em contratos financiados com recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), transferidos ao município após o decreto de calamidade pública em razão das enchentes de maio de 2024. Conforme a Polícia Federal, há indícios de direcionamento em contratação de empresa terceirizada, valores superiores aos praticados no mercado apontados em auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), possível relação entre empresas investigadas e risco de interferência na produção de provas.
Os contratos sob análise somam aproximadamente R$ 120 milhões. Na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2025, já haviam sido bloqueados R$ 4,5 milhões e apreendidos R$ 411 mil em espécie encontrados em um escritório ligado ao ex-prefeito.
Ao todo, 20 mandados foram cumpridos em oito municípios. Os investigados poderão responder por suspeitas de desvio de recursos públicos, irregularidades em procedimentos licitatórios e lavagem de capitais. O inquérito segue em andamento.
Foto: Polícia Federal / Reprodução

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