Famílias autorizam exumação de integrantes dos Mamonas Assassinas quase 30 anos após acidente
Os corpos dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados nesta segunda-feira, 23, quase três décadas após o acidente aéreo que resultou na morte do grupo. A medida foi definida em consenso entre os familiares, que decidiram pela cremação dos restos mortais e posterior utilização das cinzas no plantio de árvores em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
A iniciativa prevê que o material resultante da cremação seja transformado em adubo para o cultivo de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, município onde os músicos residiam à época do acidente.
O vocalista Alecsander Alves, conhecido como Dinho, o guitarrista Bento Hinoto, o baixista Samuel Reoli, o tecladista Júlio Rasec e o baterista Sérgio Reoli morreram em 2 de março de 1996. O avião fretado que transportava a banda de Brasília para São Paulo colidiu contra a Serra da Cantareira durante procedimento de aproximação para pouso.
Além dos músicos, também perderam a vida o piloto Jorge Luiz Germano Martins, o copiloto Alberto Takeda, o segurança Sérgio Porto e o assistente de palco Isaac Souto.
Na ocasião do acidente, o grupo encerrava uma série de apresentações no país. O último show havia ocorrido no Estádio Mané Garrincha, na capital federal. Após a agenda no Brasil, estavam previstos compromissos em Portugal e o início da preparação de um novo projeto musical.
Formada na década de 1990, a banda alcançou projeção nacional em curto período. O único álbum do grupo foi lançado em junho de 1995 e superou 1,8 milhão de cópias vendidas nos primeiros oito meses, ultrapassando posteriormente a marca de 3 milhões de unidades comercializadas. Entre as músicas de maior repercussão estão “Pelados em Santos” e “Brasília Amarela”.
O acidente de 1996 marcou o encerramento abrupto da trajetória do grupo, que, à época, figurava entre os principais nomes da música brasileira.
Foto: Reprodução

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