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Pesquisa Quaest indica manutenção da desaprovação ao presidente Lula no início de 2026

 

Levantamento divulgado nesta quarta-feira, 14, aponta manutenção do cenário de empate técnico e percepção mais negativa sobre economia e futuro do governo

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 14, pelo instituto Quaest aponta que a desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanece numericamente superior à aprovação entre os eleitores brasileiros. O levantamento revela estabilidade no índice de rejeição e leve recuo na avaliação positiva do chefe do Executivo federal.

De acordo com os dados, 49% dos entrevistados desaprovam o desempenho de Lula à frente da Presidência da República, percentual idêntico ao registrado na pesquisa anterior, realizada em dezembro. Já a taxa de aprovação caiu um ponto percentual, passando de 48% para 47%. Outros 4% afirmaram não saber ou preferiram não responder. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura um empate técnico.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 18 anos ou mais, entre os dias 8 e 11 de janeiro, em todas as regiões do país.

Na avaliação qualitativa do governo, a percepção negativa segue predominante. Para 39% dos entrevistados, a atuação da gestão federal é considerada negativa, índice um ponto percentual acima do registrado no levantamento anterior. A avaliação positiva recuou dois pontos e passou a 32%, enquanto 27% classificam o governo como regular. O percentual de indecisos ou que não responderam caiu de 3% para 2%.

O estudo também investigou a opinião dos eleitores sobre o futuro político do presidente. Segundo a Quaest, 56% dos brasileiros defendem que Lula não permaneça no cargo após o término do atual mandato, percentual que se manteve estável em relação a dezembro. Já os que desejam sua continuidade à frente do Executivo recuaram de 41% para 40%. Outros 4% não souberam responder.

No campo econômico, a percepção dos entrevistados indica piora no cenário nacional. Para 43%, a situação econômica do país se deteriorou nos últimos 12 meses, aumento de cinco pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior. Os que avaliam melhora caíram de 28% para 24%, enquanto 29% consideram que o quadro permaneceu inalterado. O índice de indecisos ficou em 4%.

O levantamento reforça um cenário de avaliação dividida e percepção econômica mais negativa no início do ano eleitoral, sem alterações significativas nos índices gerais em relação ao fim de 2025.

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / Reprodução

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