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Papa Leão XIV avalia visita à Argentina e reforça apelos por paz internacional


Pontífice sinaliza abertura para viagem inédita ao país sul-americano desde 1987 e manifesta preocupação com conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia

O papa Leão XIV informou que estuda incluir a Argentina em sua agenda de viagens internacionais, retomando a presença de um pontífice no país após quase quatro décadas. A sinalização foi feita durante uma audiência no Vaticano, na semana passada, com o cardeal e arcebispo de Santiago del Estero, Vicente Bokalic, que formalizou o convite em nome da Igreja Católica argentina.

De acordo com comunicado da arquidiocese, o pontífice agradeceu a manifestação e indicou que a possibilidade está sendo analisada. A Argentina não recebe a visita de um papa desde 1987, quando João Paulo II esteve no país. O antecessor de Leão XIV, o papa Francisco, argentino de nascimento, não retornou à sua terra natal ao longo dos 12 anos de pontificado.

Eleito em maio de 2025, Leão XIV realizou até o momento apenas uma viagem internacional, quando visitou Turquia e Líbano, em novembro do ano passado. A eventual ida à Argentina ampliaria a presença do novo pontífice na América do Sul e teria significado histórico para a Igreja local.

No domingo, 11, durante a oração do Angelus, o papa também se pronunciou sobre a situação internacional, pedindo diálogo e a redução das tensões no Oriente Médio. Ele mencionou especificamente o Irã e a Síria, países que enfrentam conflitos internos e repressões recentes, e afirmou que acompanha os acontecimentos com preocupação.

O líder da Igreja Católica ainda dirigiu palavras ao povo ucraniano, após ataques russos considerados severos contra a infraestrutura energética do país. Segundo o pontífice, as ofensivas afetam diretamente a população civil, especialmente em meio ao agravamento do inverno.

Ao encerrar a oração, Leão XIV afirmou que mantém suas preces voltadas às vítimas da violência e reiterou o apelo para que governos e lideranças intensifiquem esforços em favor do diálogo e de soluções pacíficas para os conflitos em curso.

Foto: Reprodução

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