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Família aciona Estado após morte de detento no Presídio Estadual de Lajeado


Caso foi registrado como suicídio e é apurado pela Polícia Civil; familiares alegam falhas no dever de cuidado durante a custódia

A família de um homem de 56 anos ajuizou ação indenizatória contra o Estado após a morte do detento no Presídio Estadual de Lajeado, ocorrida em 18 de janeiro, dois dias depois de seu ingresso na unidade prisional. O caso foi oficialmente registrado como suicídio e está sob apuração da Polícia Civil.

Conforme a ação judicial, Reinoldo Mathias Maders deu entrada no sistema prisional em 16 de janeiro para cumprimento de pena de 26 anos de reclusão. A defesa sustenta que, desde o recolhimento, o preso apresentava sinais de sofrimento psicológico, manifestando resistência à permanência no cárcere e alegando inocência, além de indícios de vulnerabilidade emocional.

Segundo o advogado da família, Maders realizava tratamento médico desde 2017 relacionado à depressão e ao alcoolismo. Diante desse histórico, a defesa afirma que seriam necessárias medidas específicas de acompanhamento psicológico durante o período de custódia. Ainda de acordo com o advogado, houve solicitação judicial para a realização de avaliação pericial psicológica, pedido que não foi autorizado.

A ação sustenta que o detento permaneceu sob condições que, na avaliação dos familiares, não teriam assegurado vigilância adequada, mesmo diante do quadro clínico informado. A família aponta possível falha no dever de cuidado do Estado, responsável pela integridade do preso enquanto sob custódia.

Em nota, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) informou que o detento não estava em cela individual no momento do óbito. Conforme o órgão, agentes penitenciários foram acionados após comunicação feita por colegas de cela, e a ocorrência foi devidamente registrada, com encaminhamento à Polícia Civil para investigação.

A Polícia Penal afirmou estar à disposição da família para prestar esclarecimentos e reiterou que pessoas privadas de liberdade têm acesso a atendimento de saúde sempre que indicado, incluindo acompanhamento médico e fornecimento de medicamentos, conforme avaliação técnica. Outros detalhes não foram divulgados pelas autoridades.

Foto: Reprodução

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