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Bolsonaro apresenta melhora clínica após cirurgia e procedimentos médicos em Brasília


Ex-presidente está sem crises recorrentes de soluço, mas defesa relata dificuldades para descanso na custódia da Polícia Federal

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou evolução positiva em seu quadro de saúde após passar por procedimentos médicos realizados na última semana, em Brasília. Desde que retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF), no dia 1º de janeiro, ele não voltou a registrar crises frequentes de soluço, sintoma que vinha sendo recorrente antes da internação, segundo pessoas que tiveram contato recente com o ex-mandatário.

Bolsonaro permaneceu internado por nove dias no hospital DF Star, onde foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante o período hospitalar, iniciado em 24 de dezembro e encerrado no primeiro dia do ano, também passou por um bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter episódios persistentes de soluço, associados por médicos a sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.

Após o retorno à custódia da PF, em Brasília, o ex-presidente tem sido acompanhado por seu cardiologista, Brasil Ramos Caiado, e, conforme relatos, apresentou apenas um episódio isolado de soluço. Antes da internação, os episódios eram descritos como diários e recorrentes.

Apesar da melhora clínica, a defesa informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Bolsonaro enfrenta dificuldades para descansar no local onde cumpre pena. Segundo a petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, o sistema de ar-condicionado instalado próximo à sala de custódia funcionaria de forma contínua, com ruído constante, o que estaria comprometendo o sono do ex-presidente.

Diante da reclamação, Moraes determinou que a Polícia Federal apresente esclarecimentos, no prazo de cinco dias, sobre as condições apontadas pela defesa e sobre eventuais providências adotadas para garantir condições adequadas de custódia.

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão, imposta pelo STF em decorrência de condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebon / Agência Brasil / Reprodução

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