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Benefícios do INSS acima do mínimo terão reajuste de 3,9% em 2026

Correção acompanha a inflação medida pelo INPC e também atualiza o teto dos benefícios previdenciários

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem valores superiores ao salário mínimo terão os benefícios corrigidos em 3,9% ao longo de 2026, percentual correspondente à inflação medida pelo INPC em 2025, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, 9 de janeiro.

O reajuste aplica apenas a correção inflacionária para segurados com renda acima do piso nacional. Com a atualização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também são corrigidos o teto previdenciário e as contribuições à Previdência Social. O valor máximo dos benefícios deverá passar de R$ 8.157,41 para aproximadamente R$ 8.475,54, conforme estimativa baseada no índice divulgado.

Os pagamentos com os novos valores começam em datas distintas conforme a faixa de renda. Para quem recebe o salário mínimo, fixado em R$ 1.621 em 2026, os depósitos terão início em 26 de janeiro. Já os beneficiários com renda acima do mínimo passam a receber os valores reajustados a partir de 2 de fevereiro.

Os segurados que recebem o piso nacional tiveram aumento nominal de R$ 103 em relação ao ano anterior, o que representa reajuste de 6,79%. O percentual considera a inflação acumulada de 12 meses até novembro, somada a parte do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, conforme a política de valorização do salário mínimo em vigor.

O índice de 3,9% será aplicado integralmente aos aposentados e pensionistas que já tinham o benefício ativo em 1º de fevereiro de 2025. Para quem passou a receber após essa data, o reajuste será proporcional ao número de meses de concessão do benefício.

Os extratos com os novos valores estarão disponíveis para consulta nos próximos dias. Os segurados poderão acessar as informações pelo portal ou aplicativo Meu INSS, além do atendimento telefônico pelo número 135. O calendário de pagamentos segue o número final do benefício, com cronograma diferenciado para quem recebe até um salário mínimo e para aqueles com renda superior ao piso nacional.

Foto: Reprodução

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