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TSE mobiliza especialistas para testar segurança das urnas eletrônicas usadas nas eleições de 2026


Avaliação reúne especialistas para identificar e corrigir eventuais vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou nesta semana o Teste Público de Segurança das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições gerais de 2026. A iniciativa, realizada a menos de um ano do pleito, integra o conjunto de procedimentos que asseguram a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro.

Até sexta-feira, 5 de dezembro, especialistas em tecnologia, entre eles hackers éticos, programadores, representantes de universidades e peritos da Polícia Federal, participam de uma série de atividades práticas para tentar identificar vulnerabilidades nos equipamentos responsáveis pela coleta e registro dos votos. A metodologia envolve ataques controlados que simulam tentativas reais de invasão.

Caso sejam constatados pontos frágeis, o tribunal terá tempo hábil para corrigi-los antes da votação. No primeiro semestre de 2026, os investigadores retornam ao TSE para realizar o Teste de Confirmação, etapa que verifica se as falhas apontadas foram devidamente solucionadas.

Esta edição registrou recorde de interesse: foram 149 propostas de testes enviadas, das quais 38 foram aprovadas. Ao todo, 31 especialistas participam ativamente das análises presenciais. Outro destaque é o envolvimento da juventude, quase metade dos 27 inscritos tem entre 18 e 25 anos.

Na abertura, a ministra Cármen Lúcia, presidente da Corte Eleitoral, enfatizou a importância do procedimento para fortalecer a transparência e a segurança do sistema de votação.

O resultado parcial dos testes será divulgado em 18 de dezembro. Já os relatórios finais, com as conclusões após o Teste de Confirmação, devem ser apresentados em junho de 2026.

Foto: TSE / Reprodução

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