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Trecho entre Muçum e Vespasiano Corrêa será o primeiro a receber obras para retomada do Trem dos Vales


Projeto-piloto com investimento inicial de R$ 6 milhões deve iniciar em 2026 e servirá de base para avaliar a viabilidade da reativação total do trajeto turístico

O projeto de retomada do Trem dos Vales deu um passo decisivo com a definição do trecho entre Muçum e Vespasiano Corrêa como o primeiro a ser recuperado. A previsão é de que as obras comecem no início de 2026, a partir de um investimento inicial de R$ 6 milhões, viabilizado por meio de convênio com o governo do Estado. A iniciativa busca restabelecer um dos principais produtos turísticos ferroviários do Rio Grande do Sul, interrompido nos últimos anos.

A escolha do segmento de 16 quilômetros levou em conta critérios técnicos, já que o trecho apresenta melhores condições estruturais em relação ao restante da malha. A proposta é que ele funcione como projeto-piloto, permitindo a análise detalhada de custos, modelo de operação e impacto econômico antes de uma eventual ampliação para os 46 quilômetros totais entre Guaporé e Muçum.

A formalização da cessão da área integra o processo conduzido pela Secretaria Nacional de Ferrovias, com participação da Rumo Logística, concessionária da Malha Sul. A autorização já foi concedida, e a assinatura da documentação necessária deve ocorrer nos próximos dias, conforme a Associação dos Municípios de Turismo da Região dos Vales (Amturvales).

Segundo o secretário-adjunto de Transportes, Clóvis Magalhães, a retomada do trajeto inicial permitirá o retorno dos passeios entre Muçum e Vespasiano Corrêa, incluindo a passagem pelo Viaduto 13, um dos marcos mais conhecidos da ferrovia brasileira. O traçado, além do valor histórico, é considerado estratégico para a preservação do patrimônio ferroviário e para o fortalecimento do turismo regional.

O projeto conta com articulação direta do vice-governador Gabriel Souza, que intermediou a cessão do trecho para a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária. Desde a interrupção dos passeios, o Vale do Taquari registrou retração no fluxo turístico associado à ferrovia. De acordo com a Amturvales, a operação do trem tinha impacto direto na ocupação de hotéis, no movimento de restaurantes e na atividade de agências de turismo em diversos municípios da região.

Foto: Reprodução

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