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“Quem agride mulher não precisa do meu voto”, diz Lula após casos chocantes de violência


Presidente afirma que combater a violência de gênero será prioridade e relata apelos de Janja por uma ação mais firme

Em meio a uma sequência de episódios brutais de violência contra mulheres que ganharam repercussão nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adotou um tom mais duro ao tratar do tema. Durante uma cerimônia no Ceará, na quarta-feira, 3 de dezembro, Lula afirmou que agressores não devem sequer cogitar apoiá-lo nas eleições de 2026.

A fala, feita durante a entrega das Carteiras Nacionais Docente do Brasil (CNDB), teve forte impacto pelo teor direto: segundo o presidente, não há espaço para normalizar comportamentos violentos. “Quem levanta a mão contra uma mulher não precisa votar em mim”, declarou, destacando que pretende se colocar “como um soldado” na luta contra esse tipo de crime.

O endurecimento do discurso também foi influenciado pela reação emocional da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva. Lula relatou que Janja, abalada por notícias recentes, o pediu para assumir protagonismo em uma ofensiva mais firme contra a violência de gênero. O presidente citou três casos emblemáticos registrados na última semana: uma mulher baleada repetidas vezes pelo companheiro; outra, grávida e mãe de três crianças, assassinada antes de o agressor incendiar a casa; e ainda uma vítima atropelada e arrastada por um quilômetro, que sobreviveu, mas perdeu as duas pernas.

Segundo Lula, a sucessão de episódios evidencia um problema social profundo e urgente, que exige ação coordenada entre os Poderes. Ele reforçou que o Brasil precisa rever comportamentos, políticas e mecanismos de proteção para evitar que a violência siga avançando.

Com a fala, Lula pretende sinalizar um compromisso mais explícito com o enfrentamento à violência contra mulheres, destacando que o tema deve ganhar centralidade na agenda nacional. O governo deve anunciar novas ações nas próximas semanas, enquanto o presidente promete liderar pessoalmente a mobilização contra o que classifica como uma das faces mais cruéis da violência no país.

Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

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