Congresso restaura exame toxicológico para novos motoristas e amplia exigência para categorias A e B
Mudança reacende debate sobre custos, segurança viária e impacto para quem busca a primeira CNH
A exigência do exame toxicológico voltou ao centro das regras de trânsito no Brasil. O Congresso Nacional derrubou, na quinta-feira, 4 de dezembro, o veto presidencial que barrava o teste para quem pretende obter a primeira CNH nas categorias A e B. A mudança, que passa a valer assim que for publicada no Diário Oficial da União, amplia para novos motoristas uma cobrança atualmente feita apenas aos condutores profissionais.
A inclusão da obrigatoriedade estava prevista no projeto que instituiu a “CNH Social”, aprovado mais cedo neste ano. O trecho, porém, havia sido vetado pelo presidente Lula, sob o argumento de que o custo adicional poderia afastar candidatos da regularização e, paradoxalmente, aumentar a circulação de motoristas sem habilitação, o que comprometeria a segurança nas ruas.
Apesar das justificativas do governo, a maioria absoluta dos parlamentares decidiu restabelecer a medida, apostando que o controle mais rígido contribuirá para reduzir riscos e fortalecer a política de prevenção no trânsito.

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