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Megaoperação em presídios do país apreende 170 celulares no RS


Revistas simultâneas em três penitenciárias gaúchas reforçam combate ao crime organizado dentro das unidades prisionais

Entre os dias 24 e 27 de novembro, estabelecimentos prisionais dos 26 estados e do Distrito Federal passaram por revistas gerais da Operação Mute, uma mobilização nacional voltada a identificar e retirar materiais ilícitos de dentro das celas. No Rio Grande do Sul, as ações ocorreram na Penitenciária Estadual de Porto Alegre (Pepoa), na Penitenciária Modulada de Charqueadas (PMEC) e na Modulada de Montenegro (PMEM), envolvendo 994 apenados.

O balanço das apreensões mostra a dimensão do trabalho: 170 celulares, além de carregadores, cabos USB, fones de ouvido, chips e outros itens proibidos foram recolhidos durante as inspeções minuciosas em galerias e celas.

A operação mobilizou 326 servidores, entre equipes das unidades prisionais, Grupo de Ações Especiais (Gaes), delegacias penitenciárias regionais, Grupos de Intervenção Rápida (GIR-1 e GIR-10) e setores de inteligência. O trabalho também contou com o apoio de policiais penais federais e com o uso de equipamentos específicos para detecção de dispositivos eletrônicos.

O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, afirmou que a Mute se consolidou como uma das principais estratégias de enfrentamento ao crime organizado dentro dos presídios. Já o superintendente Sergio Dalcol destacou a articulação entre os diferentes órgãos de segurança como fator decisivo para o êxito da operação.

Segundo ele, o esforço conjunto reforça a diretriz de uma política penitenciária baseada em ações constantes, planejamento e tecnologia, pontos essenciais para reduzir a capacidade de comunicação ilegal das facções a partir das unidades prisionais.

Foto: Rafa Marin / Polícia Civil / Reprodução

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