Correios avaliam demissão de 10 mil funcionários em meio a plano de reestruturação
Estatal aposta em corte de gastos para viabilizar empréstimo de R$ 20 bilhões e recuperar capacidade financeira
Os Correios estudam a demissão de cerca de 10 mil trabalhadores por meio de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV). O número, que representa 8,6% do quadro atual, ainda pode aumentar conforme avançam as avaliações internas da estatal. A medida integra o início do plano de reestruturação que busca reorganizar as contas da empresa.
A redução de despesas é vista como um passo crucial para que a estatal consiga garantir a segurança necessária ao mercado, à União e aos bancos envolvidos na negociação de um empréstimo de R$ 20 bilhões, operação que terá aval do Tesouro Nacional.
O planejamento da reestruturação foi apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quarta-feira, 12. Caberá às unidades técnicas do órgão fiscalizar a execução das medidas e o papel do governo federal no processo de captação, inclusive no que diz respeito à participação de bancos públicos.
Plano em três frentes
Pressões internas
A reestruturação ocorre em meio ao aumento das tensões com os funcionários. Em outubro, representantes de federações e sindicatos se reuniram com o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, para cobrar reajustes salariais e melhorias no plano de cargos e salários.
As negociações devem seguir enquanto a empresa avança no cronograma de reestruturação, que promete ser um dos mais profundos dos últimos anos.
Foto: Correios / Reprodução

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