Últimas Notícias

Vacina 100% brasileira contra a Covid-19 deve ser oferecida pelo SUS em 2026

 

A primeira vacina contra a Covid-19 desenvolvida integralmente no Brasil, batizada de SpiN-TEC, deve começar a ser distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no primeiro semestre de 2026. O anúncio foi feito na quinta-feira, 15, pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que destacou o caráter estratégico do imunizante para a autonomia científica e tecnológica do país.

O desenvolvimento da SpiN-TEC é conduzido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com financiamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O projeto recebeu R$ 140 milhões em investimentos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da RedeVírus, que acompanha desde os estudos pré-clínicos até as fases 1, 2 e 3 dos testes em humanos.

De acordo com a ministra, a vacina está na etapa final de avaliação e deve ser submetida em breve à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para validação e registro. “Já vamos dar entrada na Anvisa para a aprovação da SpiN-TEC. Trata-se de uma conquista da ciência brasileira, com toda a cadeia de produção realizada no país”, afirmou.

O imunizante é produzido a partir de tecnologia nacional e conta com a participação de empresas brasileiras em todas as etapas de fabricação. O insumo farmacêutico ativo (IFA) será produzido pela Libbs Farmacêutica, enquanto o envase ficará sob responsabilidade de uma indústria de Minas Gerais. “É um orgulho nacional ver que conseguimos avançar com um projeto 100% brasileiro”, ressaltou Luciana.

Os primeiros estudos científicos publicados neste mês confirmaram a segurança da vacina, com resultados positivos nos testes iniciais. Além da proteção contra a Covid-19, pesquisadores afirmam que o desenvolvimento da SpiN-TEC representa um marco na capacidade do país de responder de forma independente a futuras emergências sanitárias.

Desde o início da pandemia, em 2020, o Brasil aplicou mais de 500 milhões de doses de vacinas contra a doença, mas todas dependentes de insumos ou tecnologias estrangeiras. Com a SpiN-TEC, o país se aproxima de um ciclo de produção autossuficiente — um passo considerado estratégico para o fortalecimento da pesquisa biomédica e para a soberania na área da saúde pública.

Foto: Reprodução

Nenhum comentário