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Porto Alegre registra primeiro caso confirmado de intoxicação por metanol no Rio Grande do Sul

 

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre confirmou, nesta quarta-feira, 8 de outubro, o primeiro caso de intoxicação por metanol no Rio Grande do Sul. O paciente, um homem de 42 anos, apresentou sintomas leves e segue sob acompanhamento da Vigilância em Saúde da capital. Outros três casos suspeitos estão em investigação nas cidades de Porto Alegre, Novo Hamburgo e Passo Fundo, conforme informou a Secretaria Estadual da Saúde.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Fernando Ritter, o homem relatou ter consumido caipirinhas com vodka em um bar localizado na cidade de São Paulo, no dia 26 de setembro. Quatro dias depois, em 30 de setembro, ele deu entrada no Hospital São Lucas, em Porto Alegre, onde permaneceu internado até apresentar melhora. Um exame de sangue posterior, realizado em laboratório terceirizado, confirmou a presença de metanol no organismo do paciente.

O caso foi comunicado ao Ministério da Saúde, que acompanha a situação junto às autoridades estaduais. De acordo com dados mais recentes do órgão federal, o Brasil já contabiliza 24 casos confirmados de intoxicação por metanol e 259 notificações relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Em São Paulo, duas mortes foram confirmadas, enquanto outras 12 estão sob investigação.

A ingestão de metanol, substância altamente tóxica e proibida em bebidas destinadas ao consumo humano, pode causar danos neurológicos graves, cegueira e até levar à morte. O Ministério da Saúde alerta para o risco de consumo de bebidas de procedência duvidosa e reforça a importância de adquirir produtos apenas em estabelecimentos regularizados.

As investigações continuam para identificar possíveis origens e rotas de distribuição das bebidas adulteradas que possam ter causado a contaminação, enquanto os órgãos de vigilância reforçam as ações de fiscalização e monitoramento em todo o estado.

Foto: Reprodução

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