Família de Lajeado busca recursos para tratamento de menino com câncer raro
A família de Davi Lisboa, de 12 anos, residente no Bairro Moinhos D’Água, em Lajeado, enfrenta uma corrida contra o tempo para custear o tratamento do menino, diagnosticado em janeiro de 2024 com Linfoma Angioimunoblástico de Células T (AITL). A doença, considerada rara e agressiva, compromete órgãos como a medula óssea, o fígado e o baço, e apresenta risco elevado de reincidência após o tratamento.
Desde o diagnóstico, Davi passou por oito sessões de quimioterapia e, em agosto do ano passado, realizou um transplante de medula, utilizando células próprias que haviam sido previamente coletadas e preservadas. Em novembro, exames indicaram ausência de células ativas, o que levou os médicos a prescreverem o uso de Pembrolizumabe, imunoterápico que fortalece o sistema de defesa do organismo no combate ao câncer. O medicamento, porém, tem custo elevado: cerca de R$ 205 mil pelas oito doses necessárias, aplicadas a cada 20 dias.
De acordo com a mãe, Pâmela Lisboa, as tentativas de arrecadação não alcançaram o valor necessário. Uma vaquinha virtual chegou a reunir apenas R$ 1 mil desde setembro de 2024. Caso não seja possível garantir as doses, Davi pode ter de retomar a quimioterapia e, eventualmente, realizar um novo transplante de medula, desta vez com doador compatível.
Apesar das limitações impostas pelo tratamento, Davi segue frequentando o sétimo ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Novo, no Bairro Carneiros. A instituição também mobilizou uma campanha para auxiliar a família. As contribuições podem ser feitas via chave Pix 018.048.440-04, em nome de Pâmela Lisboa.
O Linfoma Angioimunoblástico de Células T é considerado um dos subtipos mais complexos de linfoma, com incidência baixa em crianças. A experiência de Davi exemplifica as dificuldades de famílias que dependem de tratamentos de alto custo, muitas vezes inacessíveis sem mobilização social.
Foto: Arquivo Pessoal

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