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Brasil registra 59 notificações de suspeita de intoxicação por metanol; 11 casos já confirmados

 

O Ministério da Saúde informou na quinta-feira, 2 de outubro, que subiu para 59 o número de notificações de intoxicação por metanol no país. Do total de ocorrências investigadas, 11 já foram confirmadas laboratorialmente. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva em Brasília.

Segundo a pasta, os registros estão concentrados em São Paulo, mas também há cinco casos em Pernambuco e um no Distrito Federal. Apenas nas últimas 24 horas foram identificadas 13 novas notificações. Diante do aumento, o ministério determinou que todos os profissionais de saúde comuniquem imediatamente suspeitas de intoxicação e iniciem o tratamento antes da confirmação oficial.

Padilha explicou que o diagnóstico clínico deve ser suficiente para que o paciente receba o antídoto, já que os sintomas podem demorar até um dia para aparecer. Entre os sinais mais comuns estão dores abdominais intensas, alterações visuais e histórico recente de ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas.

Para ampliar a resposta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mapeou 604 farmácias de manipulação em condições de produzir etanol farmacêutico, principal recurso terapêutico nesses casos. O governo também negocia com laboratórios internacionais o fornecimento de formepizol, outro medicamento utilizado contra o envenenamento por metanol. Segundo Padilha, a meta é garantir estoque suficiente para enfrentar uma eventual ampliação dos casos, incluindo a solicitação de doações de até mil tratamentos a fabricantes estrangeiros.

Apesar da mobilização, o ministro afirmou não haver indícios de crescimento explosivo da intoxicação no país. A medida, segundo ele, é preventiva e busca estruturar a rede de atendimento diante do que classificou como uma situação anormal identificada na última semana.

O consumo de bebidas adulteradas com metanol já provocou surtos graves em países como República Tcheca e Índia na última década, resultando em dezenas de mortes. No Brasil, autoridades sanitárias reforçam o alerta para que consumidores adquiram apenas produtos de procedência reconhecida, enquanto investigações buscam identificar a origem das bebidas suspeitas.

Foto: João Risi / Ministério da Saúde / Reprodução

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