Saiba como cada deputado gaúcho votou na proposta que amplia a proteção a parlamentares
A bancada gaúcha na Câmara dos Deputados se dividiu na votação da PEC apelidada de “PEC da Blindagem”, aprovada na noite de terça-feira, 16, em Brasília. A proposta altera a Constituição e estabelece que deputados e senadores só poderão ser processados criminalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com autorização prévia do Congresso, além de ampliar regras de foro privilegiado e permitir voto secreto em decisões como a manutenção de prisões e o prosseguimento de ações penais contra parlamentares.
No primeiro turno, a proposta recebeu 353 votos favoráveis, 134 contrários e uma abstenção, superando o mínimo de 308 necessários. No segundo turno, o placar foi de 344 a 133.
Entre os gaúchos, votaram a favor da blindagem:
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Afonso Hamm (PP)
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Alceu Moreira (MDB)
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Any Ortiz (Cidadania)
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Bibo Nunes (PL)
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Covatti Filho (PP)
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Danrlei (PSD)
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Franciane Bayer (Republicanos)
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Giovani Cherini (PL)
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Luiz Carlos Busato (União)
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Marcelo Moraes (PL)
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Márcio Biolchi (MDB)
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Mauricio Marcon (Podemos)
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Osmar Terra (MDB)
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Pedro Westphalen (PP)
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Ronaldo Nogueira (Republicanos)
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Sanderson (PL)
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Luciano Zucco (PL)
Votaram contra a proposta, argumentando que a medida dificulta a responsabilização criminal e reduz a transparência:
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Afonso Motta (PDT)
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Bohn Gass (PT)
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Daiana Santos (PCdoB)
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Daniel Trzeciak (PSDB)
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Denise Pessôa (PT)
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Fernanda Melchionna (PSOL)
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Heitor Schuch (PSB)
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Lucas Redecker (PSDB)
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Marcel van Hattem (Novo)
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Marcon (PT)
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Maria do Rosário (PT)
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Paulo Pimenta (PT)
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Pompeo de Mattos (PDT)
A proposta recebeu forte apoio do Centrão e da bancada bolsonarista, que defenderam a medida como necessária para resguardar prerrogativas parlamentares e conter o que classificam como abusos do Judiciário. Já os opositores afirmam que a PEC representa um retrocesso em termos de transparência, principalmente devido ao voto secreto nas decisões internas.
O texto agora segue para apreciação no Senado, onde será analisado antes de entrar em vigor.

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