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Defesa de Bolsonaro pede ao STF autorização para visitas políticas e religiosas


A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira, 15, um pedido para que lideranças políticas possam visitá-lo semanalmente durante o período em que cumpre prisão domiciliar.

Entre os nomes solicitados estão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho. Segundo os advogados, Valdemar teria papel central na articulação de pautas institucionais e na definição de estratégias políticas nacionais, enquanto Marinho auxiliaria no acompanhamento de matérias do partido no Congresso.

O pedido também inclui o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, o deputado federal Rodrigo Valadares e o senador Wilder Morais. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, definir sobre a autorização e o calendário de visitas.

Além dos encontros políticos, a defesa solicitou para a quarta-feira, 17, a entrada do grupo de oração da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na residência do ex-presidente.

Essas são as primeiras solicitações formais de visita desde que Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, por tentativa de golpe de Estado. Até o trânsito em julgado do processo, o ex-presidente permanecerá em prisão domiciliar, medida determinada em agosto após descumprimento de cautelares.

No regime atual, Bolsonaro só pode receber familiares e advogados, além de visitas previamente autorizadas pela Justiça.

Foto: Reprodução

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