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Polícia confirma ligação entre partes humanas encontradas no Guaíba e crime da mala em Porto Alegre


A Polícia Civil confirmou, nesta terça-feira, 9 de setembro, que os restos mortais localizados no Guaíba, no último fim de semana, pertencem à mesma vítima do chamado “crime da mala” ocorrido na rodoviária de Porto Alegre. O resultado foi atestado por exame de DNA conduzido pelo Instituto Geral de Perícias (IGP).

No sábado, 6 de setembro, populares encontraram um pedaço de perna na praia de Ipanema, na zona Sul da Capital. Já no domingo, 7 de setembro, pescadores localizaram outro segmento da perna e um pé, envoltos em sacos plásticos e fitas idênticas às que estavam na mala onde havia sido encontrado o tronco da vítima.

O caso envolve o publicitário Ricardo Jardim, 66 anos, preso na semana passada. Ele é apontado como autor do esquartejamento de Brasília Costa, 65 anos, manicure com quem mantinha relacionamento. A investigação indica que Jardim teria descartado partes do corpo em um córrego que deságua no bairro Cristal, após deixar uma pousada onde o crime ocorreu.

Em depoimento, o acusado admitiu ter esquartejado a companheira, mas negou a autoria do homicídio, alegando que ela teria sofrido um mal súbito. A versão é contestada pela polícia, que considera o histórico criminal do suspeito: em 2014, ele foi condenado a 28 anos de prisão por matar e concretar a mãe, em Porto Alegre. Apesar disso, havia conseguido progressão de regime e estava foragido neste ano.

O crânio da vítima ainda não foi localizado. Ricardo Jardim declarou que teria descartado a cabeça em uma lixeira próxima à Usina do Gasômetro. Até o momento, buscas realizadas pela Polícia Civil na região não tiveram resultado.

Foto: Pedro Piegas / Reprodução

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