Polícia Civil mantém buscas por homem suspeito de matar adolescente de 14 anos em Encantado
A Polícia Civil segue realizando buscas pelo homem suspeito de matar Alice Nitz, de 14 anos, em Encantado. O crime ocorreu por volta das 13h de segunda-feira, 17, dentro da residência onde o investigado morava com o irmão, no bairro Jardim do Trabalhador.
Conforme a investigação, após a morte da adolescente, o suspeito telefonou para o irmão e afirmou ter cometido o assassinato. O familiar acionou a Brigada Militar, que comunicou a Polícia Civil. Quando os policiais chegaram ao endereço, Alice já estava morta. O suspeito, porém, não foi localizado.
Segundo a delegada Diele Caumo Stobbe, responsável pelo caso, as buscas continuam enquanto os investigadores aguardam os resultados dos exames periciais. A polícia também trabalha para esclarecer o que levou ao crime e reconstituir os acontecimentos que antecederam a morte.
Os primeiros elementos encontrados na residência indicam o possível uso de uma faca. Alice apresentava ferimentos na região do pescoço. A confirmação da arma e de outros detalhes dependerá dos laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP).
A investigação também procura estabelecer como a adolescente chegou à residência e o que ocorreu entre a chegada dela ao local e a ligação feita pelo suspeito ao irmão. A partir das provas reunidas, a Polícia Civil deverá definir o enquadramento jurídico do caso. Entre as possibilidades investigadas estão feminicídio e vicaricídio, mas a definição dependerá dos elementos que forem obtidos durante o inquérito.
Relação familiar
O suspeito manteve um relacionamento com a mãe de Alice por mais de 10 anos. A separação ocorreu aproximadamente um mês antes do crime. Mesmo após o fim da relação, a adolescente continuava mantendo contato com o ex-padrasto e frequentava a residência.
De acordo com a Polícia Civil, não havia medida protetiva em favor de Alice ou da mãe. Também não foram identificados registros anteriores de violência doméstica ou familiar relacionados ao casal. Em depoimento, a mãe da adolescente relatou que não havia histórico de agressões durante o período em que manteve o relacionamento.
Diante disso, os investigadores buscam informações sobre acontecimentos mais recentes que possam ajudar a explicar a motivação. Familiares e pessoas próximas à vítima deverão ser ouvidos ao longo da apuração.
O velório de Alice ocorre nesta terça-feira, 18. Segundo a delegada, parte das diligências e dos depoimentos deverá ter continuidade após a despedida da adolescente.
A Polícia Civil mantém as buscas pelo suspeito e aguarda os resultados da perícia para avançar na reconstrução do crime e esclarecer as circunstâncias da morte.
Foto: Jornal Força do Vale / Arquivo Pessoal / Reprodução

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