Defensoria Pública cobra da EGR medidas para garantir travessia de pedestres entre Encantado e Muçum
A Defensoria Pública de Encantado solicitou à Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) que adote medidas para garantir uma alternativa segura de travessia de pedestres entre Encantado e Muçum, enquanto a ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, permanecer interditada. A preocupação é especialmente direcionada a pessoas com deficiência (PCDs) e outros grupos que enfrentam maiores dificuldades de deslocamento.
O pedido foi formalizado por meio de ofício assinado pela defensora pública Isabel Rodrigues Wexel Maroni e encaminhado ao diretor-presidente da EGR, Luiz Fernando Vanacor. O documento leva em consideração os efeitos provocados pelo bloqueio total da estrutura, que obriga moradores a recorrerem a caminhos alternativos.
A interdição tem impacto direto sobre pessoas que precisam atravessar diariamente entre os dois municípios para trabalhar, estudar ou acessar serviços. Com o aumento das distâncias percorridas, a situação se torna ainda mais complexa para quem possui limitações de mobilidade ou necessita de condições específicas de acessibilidade.
Defensoria questiona possibilidade de travessia provisória
Entre as alternativas apresentadas está a criação de uma travessia provisória, controlada e monitorada para pedestres, desde que estudos técnicos confirmem a segurança da medida.
A Defensoria solicita que sejam analisadas providências como instalação de barreiras físicas, sinalização adequada e protocolos de controle do fluxo de pessoas, de forma a reduzir riscos aos usuários e, ao mesmo tempo, preservar a integridade da estrutura interditada.
Caso a passagem pela própria ponte não seja considerada tecnicamente viável, o documento sugere que seja estudada outra solução emergencial, como a construção de uma passarela provisória.
A preocupação apresentada é evitar que a interrupção da ligação entre as duas cidades amplie as dificuldades enfrentadas justamente pelas pessoas que possuem menos alternativas para realizar seus deslocamentos.
Cronograma das obras também é cobrado
Além de uma solução temporária, a Defensoria Pública pediu à EGR um cronograma atualizado das obras de recuperação definitiva da ponte.
A intenção é obter informações detalhadas sobre as medidas que estão sendo executadas, as etapas previstas e os prazos estimados para que a ligação volte a apresentar condições adequadas de circulação.
A EGR terá cinco dias úteis para encaminhar uma resposta técnica aos questionamentos. Conforme a Defensoria, as informações fornecidas pela empresa poderão ser utilizadas para avaliar a necessidade de novas providências, inclusive medidas judiciais ou extrajudiciais, visando à proteção coletiva da população afetada pela interdição.
Foto: Divulgação

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