Mobilização nacional amplia busca por desaparecidos no Vale do Taquari
Uma mobilização nacional voltada à localização de pessoas desaparecidas está em andamento e busca ampliar as chances de resposta para famílias do Vale do Taquari. Desde a segunda-feira, 24, familiares que ainda não participaram podem fornecer material genético para integrar o banco de dados utilizado na identificação de pessoas encontradas sem identificação.
A ação segue até sexta-feira, 28, em diversos pontos do Rio Grande do Sul e também em outros estados. Na região, o número de casos ainda em aberto chama atenção. Levantamento da Polícia Civil aponta Lajeado como o município com maior quantidade de registros, com 52 desaparecidos. Na sequência aparecem Estrela (19), Encantado (12), Roca Sales (9), Teutônia (8) e Taquari (7), além de outros municípios com números menores.
A iniciativa permite que o material coletado seja comparado com perfis genéticos armazenados em bancos estaduais e nacionais, o que pode contribuir tanto para casos recentes quanto antigos. No Estado, todos os Postos Médico-Legais estão habilitados para realizar o procedimento.
A coleta é simples e gratuita. Pode ser feita por familiares de primeiro grau — como pais, filhos e irmãos biológicos — mediante apresentação de documento de identificação e dados do registro policial do desaparecimento. O material é obtido por meio de um cotonete na parte interna da boca ou com uma pequena amostra de sangue.
Não há necessidade de realizar o procedimento no município onde ocorreu o desaparecimento, e familiares que já contribuíram anteriormente não precisam repetir a coleta.
Um dos casos recentes que mobilizam a região é o da adolescente Amanda Ramos, de 15 anos, moradora de Taquari, desaparecida desde o dia 12 de agosto. De acordo com a família, o único vestígio encontrado até o momento foi o celular da jovem, localizado na rodoviária de Santa Cruz do Sul. Informações que possam auxiliar nas buscas podem ser repassadas à Brigada Militar ou diretamente aos familiares.
Além dos municípios com maior número de ocorrências, também há registros em cidades como Arroio do Meio, Muçum, Arvorezinha, Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Tabaí, Doutor Ricardo, Dois Lajeados, Paverama, Relvado e Westfália.
Em Lajeado, a coleta pode ser feita no Posto Médico-Legal, localizado na Travessa da Paz, 250, no bairro Florestal, das 8h às 17h30. A mobilização integra uma força-tarefa nacional que busca ampliar o banco de dados genéticos e fortalecer as investigações sobre pessoas desaparecidas.
A participação das famílias é considerada essencial para o avanço das buscas e pode representar um passo importante na tentativa de esclarecer casos que ainda aguardam respostas.
Foto: Divulgação

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