EGR se exime de responsabilidade pela balsa entre Muçum e Encantado e não apresenta nova alternativa para a travessia
A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) voltou a se posicionar sobre a situação da travessia entre Muçum e Encantado, mas, em vez de apresentar uma alternativa para reduzir os impactos provocados pela interdição da ponte sobre o Rio Guaporé, limitou-se a afirmar que não é responsável pela implantação, coordenação ou operação da balsa provisória. A manifestação foi divulgada nesta quarta-feira, 5 de agosto, enquanto moradores e setores econômicos dos dois municípios continuam enfrentando as consequências do bloqueio da ERS-129.
A posição da estatal ocorre em meio à crescente cobrança por uma solução que permita restabelecer, ainda que provisoriamente, a ligação direta entre as duas comunidades. A ponte localizada no km 82 da ERS-129 permanece interditada, obrigando motoristas a utilizar rotas alternativas e ampliando o tempo e o custo dos deslocamentos.
Na nota, a EGR atribui a condução da travessia temporária por balsa ao comitê regional responsável pela iniciativa. Segundo a empresa, cabe aos responsáveis pela implantação administrar a operação, providenciar os documentos técnicos necessários, adotar as medidas de segurança e arcar com os custos relacionados ao funcionamento do serviço.
EGR reforça limites de sua atuação
A empresa também afirma que não recebeu do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Sul (Crea-RS) pedidos de documentos, projetos, Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), laudos ou outros registros referentes à balsa.
De acordo com a EGR, sua atuação permanece concentrada nas responsabilidades relacionadas à infraestrutura rodoviária sob sua administração e às providências técnicas e operacionais decorrentes da interdição da ponte.
A estatal afirma ainda que eventuais pedidos de documentação sobre a travessia devem ser encaminhados diretamente aos responsáveis pela implantação e operação da balsa.
Comunidades continuam sem resposta concreta
Embora a EGR tenha apresentado sua interpretação sobre as atribuições institucionais, a manifestação não aponta uma nova alternativa capaz de atender Muçum e Encantado diante da interrupção da ligação pela ERS-129.
O impasse mantém as duas comunidades dependentes de desvios e de soluções provisórias para deslocamentos que, antes da interdição, eram realizados diretamente pela ponte. A situação interfere na rotina de trabalhadores, estudantes, serviços, transportadores e empresas que dependem da circulação entre os municípios.
A cobrança também ganha peso diante do fato de que a ERS-129 integra a malha rodoviária com cobrança de pedágio, o que aumenta a expectativa de usuários e lideranças regionais por respostas concretas diante de uma interrupção que afeta diretamente a mobilidade.
Enquanto diferentes órgãos e entidades discutem quem deve assumir a responsabilidade pela balsa, a população permanece sem uma solução definitiva ou uma alternativa viável apresentada pela EGR para reduzir os efeitos do bloqueio. A nota divulgada nesta quarta-feira, portanto, esclarece a posição da estatal, mas não resolve o problema enfrentado diariamente pelas comunidades de Muçum e Encantado.
Foto: Mateus Souza / Grupo A Hora
Reviewed by Acontece no Vale
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agosto 05, 2026
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