Decisão sobre travessia entre Muçum e Encantado fica para após vistoria técnica do governo federal
A definição sobre qual estrutura será utilizada para restabelecer provisoriamente a travessia do Rio Guaporé entre Muçum e Encantado ficará para depois de uma vistoria técnica do governo federal na região. Entre as possibilidades discutidas estão a instalação de uma passadeira do Exército ou a utilização de uma balsa, mas nenhuma das alternativas foi escolhida até o momento.
A decisão foi encaminhada após uma reunião entre prefeitos do Vale do Taquari e representantes do governo federal realizada na manhã desta quarta-feira, 5 de agosto, na Casa do Governo, em Porto Alegre. Ficou acertada a visita do secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, à região de Encantado, onde deverá avaliar as condições do local e discutir com os governos municipais qual alternativa apresenta melhores condições para uma travessia emergencial.
Vistoria será decisiva
A instalação de uma estrutura provisória é necessária enquanto a ponte da ERS-129, sobre o Rio Guaporé, permanece interditada. O bloqueio prejudica diretamente a ligação entre Muçum e Encantado e afeta o deslocamento de moradores, trabalhadores e empresas.
Apesar das alternativas já estarem sobre a mesa, a definição dependerá das condições verificadas no local pela equipe da Defesa Civil Nacional. A avaliação deverá considerar a viabilidade técnica e as condições necessárias para implantação e funcionamento da estrutura.
Até que essa análise seja realizada e uma decisão seja tomada, não há previsão de uma nova travessia emergencial definida.
Desvio aumenta viagens em até três horas
Enquanto aguardam uma solução, moradores precisam utilizar uma estrada pelo interior de Roca Sales para realizar deslocamentos entre Muçum e a região. O caminho alternativo representa um impacto significativo para quem precisa fazer o trajeto diariamente.
Dependendo das condições e do fluxo de veículos, o desvio pode acrescentar até três horas ao deslocamento entre Muçum e Roca Sales. A situação afeta especialmente quem depende da circulação entre os municípios para trabalhar, estudar, transportar mercadorias ou acessar serviços.
Além do aumento no tempo de viagem, a utilização de rotas alternativas também representa maior consumo de combustível e custos adicionais para moradores e empresas.
Municípios aguardam resposta
A reunião em Porto Alegre contou com representantes da Associação dos Municípios do Alto Taquari (AMAT) e da Associação dos Municípios do Vale do Taquari (AMVAT), além de prefeitos da região.
A expectativa agora está concentrada na visita técnica de Wolnei Wolff e nos encaminhamentos que serão definidos a partir da avaliação do local. Somente depois dessa vistoria deverá ser escolhida a alternativa para a travessia provisória do Rio Guaporé.
Até lá, Muçum e Encantado permanecem sem uma ligação direta, enquanto a população precisa recorrer a desvios que aumentam consideravelmente o tempo necessário para percorrer uma distância que, em condições normais, seria feita em poucos minutos.
Foto: AMAT / Reprodução

Nenhum comentário