Relvado inicia estudo para orientar expansão urbana e reduzir riscos de desastres
A Prefeitura de Relvado deu início a um estudo socioambiental que servirá de base para o planejamento do crescimento urbano do município. O levantamento contemplará uma área de 176 hectares, abrangendo todo o perímetro urbano e regiões com potencial de expansão, reunindo informações técnicas para orientar a ocupação do solo e a elaboração de futuras políticas públicas.
A iniciativa ocorre após os eventos climáticos registrados em 2024 e leva em consideração o mapeamento das áreas de risco realizado pelo Serviço Geológico do Brasil. O objetivo é identificar as condições do território e estabelecer critérios para o desenvolvimento urbano, especialmente em locais próximos às Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Segundo a bióloga Josiane Carboni, o estudo permitirá classificar os lotes urbanos de acordo com os níveis de risco, divididos entre baixo, moderado e alto. As informações deverão subsidiar decisões relacionadas à regularização fundiária, ao ordenamento territorial e às estratégias de prevenção de desastres naturais, como inundações e deslizamentos.
Os trabalhos têm previsão de duração de até 12 meses e incluem diversas etapas técnicas, além da participação da comunidade por meio de oficinas e de uma audiência pública prevista para a fase final do projeto.
Conforme a engenheira civil Júlia Berton, as atividades de campo começaram no último sábado, 4 de julho, com levantamentos topográficos e fotogramétricos realizados por equipes especializadas. Para a coleta de dados, estão sendo utilizados equipamentos em solo e drones, que permitem o mapeamento detalhado da área estudada.
A administração municipal orienta os moradores a ficarem atentos à presença das equipes durante os próximos meses. De acordo com o prefeito Carlos Luiz Fraporti, os profissionais estarão realizando medições em vias públicas, calçadas e outros pontos estratégicos, além de operações com drones. Ele ressalta que o trabalho tem caráter exclusivamente técnico e não está relacionado a ações de fiscalização.
Outra etapa do projeto prevê a instalação de aproximadamente 16 Pontos de Apoio Básico, integrados à Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo do IBGE. Esses marcos servirão como referência para futuros levantamentos topográficos, oferecendo suporte tanto ao poder público quanto a profissionais que atuam na área de engenharia e planejamento territorial.
Foto: Divulgação
Reviewed by Acontece no Vale
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julho 07, 2026
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