Ponte entre Muçum e Encantado segue interditada, enquanto região cobra solução mais rápida
A interdição da ponte sobre o Rio Guaporé, na ERS-129, entre Muçum e Encantado, continua afetando diretamente a circulação de moradores, serviços públicos e transporte de cargas. Enquanto a estrutura permanece fechada para o tráfego geral, uma proposta de alternativa provisória começou a ser discutida com o governo do Estado, movimento que ganhou força a partir da mobilização de lideranças empresariais do Vale do Taquari.
A situação chama atenção não apenas pelo problema estrutural identificado na ponte, mas também pela demora para que uma solução concreta fosse encaminhada diante da importância da ligação entre os dois municípios. Enquanto a população convive com desvios, aumento de trajetos e dificuldades logísticas, a resposta pública ainda está concentrada em estudos, avaliações e processos burocráticos.
Empresários apresentam alternativa provisória
Durante reunião com o governo estadual, em Porto Alegre, na segunda-feira, 27, o empresário Roberto Lucchese, acompanhado de representantes regionais, apresentou a possibilidade de construção de uma ponte baixa, conhecida como estiva, nas proximidades do antigo moinho da Barra do Guaporé.
A proposta busca criar uma passagem alternativa enquanto a ponte principal não puder ser utilizada. O governo estadual sinalizou que a ideia será submetida à avaliação técnica.
É uma iniciativa que demonstra, mais uma vez, a capacidade de mobilização da própria região diante de um problema que exige urgência. Empresários e lideranças locais estão tentando encontrar caminhos para que a economia e a rotina das comunidades não fiquem paralisadas enquanto os órgãos públicos avançam em seus procedimentos.
Ponte continua fechada
A EGR confirmou que a passagem pelo km 82 da ERS-129 permanece bloqueada. A exceção é para ambulâncias e veículos destinados a atendimentos de urgência e emergência.
Uma inspeção realizada na sexta-feira, 24, identificou uma fratura em uma das paredes da estrutura de travamento dos pilares da ponte, o que levou à manutenção da interdição por questões de segurança.
A estatal também informou que a possibilidade de instalar uma estrutura provisória diretamente sobre a ponte foi descartada por exigir estudos adicionais sobre os esforços que seriam impostos aos pilares remanescentes.
Entre as alternativas atualmente analisadas estão a recuperação emergencial do pilar afetado e uma eventual passagem molhada nas proximidades do antigo moinho, condicionada às condições do Rio Guaporé e às condições meteorológicas.
Solução precisa sair do papel
O governo estadual publicou também o processo para contratação emergencial da empresa que deverá executar a recuperação da estrutura. A medida é necessária, mas não resolve, por si só, o problema enfrentado diariamente por quem depende da ERS-129.
A região precisa de prazos, cronograma e respostas objetivas. A cada dia de interrupção, aumentam os impactos para empresas que precisam receber mercadorias, trabalhadores que se deslocam entre os municípios, serviços de emergência e moradores que dependem da ligação direta entre Muçum e Encantado.
A EGR informou ainda que equipes trabalham na melhoria da rota alternativa entre Encantado, Roca Sales e Muçum, buscando reduzir os transtornos enquanto a ponte permanecer interditada.
O problema, porém, vai além da sinalização de que medidas estão sendo tomadas. A população precisa saber quando a solução estará disponível e quais alternativas efetivamente poderão ser utilizadas até lá.
Em momentos como este, vídeos, notas e anúncios são importantes para informar, mas não substituem aquilo que a região mais precisa: ação concreta, prazo e resultado. Enquanto o poder público cumpre seus trâmites, a mobilização de quem vive e trabalha no Vale mostra que a cobrança por soluções não pode esperar.
Foto: Divulgação

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