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Menino de três anos morre após agressões; pai preso pode responder por homicídio em Viamão


Criança estava internada em estado gravíssimo desde domingo; investigação também apura histórico de maus-tratos contra outros filhos e violência doméstica

A Polícia Civil confirmou, na madrugada desta quinta-feira, 9 de julho, a morte do menino de três anos que havia sido brutalmente agredido pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O homem, um missionário norte-americano de 33 anos, está preso desde o domingo, 5 de julho, quando confessou as agressões. Com o óbito da criança, a investigação deverá ser atualizada para incluir o crime de homicídio.

O menino estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, para onde foi transferido em estado crítico após dar entrada no Hospital de Viamão com múltiplas lesões. A causa oficial da morte ainda será confirmada por exames periciais.

Segundo a Polícia Civil, a criança apresentava ferimentos graves na região do tórax e do abdômen. A investigação aponta ainda que a cabeça do menino teria sido arremessada contra o chão durante as agressões. O próprio pai levou o filho ao hospital, mas a gravidade dos ferimentos levou a equipe médica a acionar imediatamente a Brigada Militar.

Em depoimento, o investigado admitiu ter agredido a criança. Conforme relato prestado à polícia, a motivação seria o fato de o filho não ter lhe dado "bom dia". O caso ocorreu na localidade de Águas Claras, onde a família residia.

As investigações também revelaram indícios de um histórico de violência dentro do núcleo familiar. Conforme a Polícia Civil, há registros em pelo menos outros dois Estados brasileiros indicando que três irmãos da vítima, atualmente com cinco, sete e nove anos, também teriam sofrido agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano segue sendo apurada.

Por determinação do Conselho Tutelar, os cinco filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional. Paralelamente, a polícia investiga possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do suspeito e já solicitou medidas protetivas em favor da mulher.

A família, de origem norte-americana, vive no Brasil há cerca de nove anos e havia se mudado para Viamão aproximadamente seis meses antes do crime. O suspeito permanece preso preventivamente, enquanto a Polícia Civil dá continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias do caso.


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