Investigação aponta ciúmes e comportamento possessivo como motivação de feminicídio em Lajeado
A investigação sobre o feminicídio de Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, ganhou novos desdobramentos após a prisão preventiva do ex-companheiro da vítima, cumprida na segunda-feira, 6 de julho, em Lajeado. Conforme a Polícia Civil, os indícios reunidos até o momento apontam que o crime foi motivado por ciúmes, sentimento de posse e violência de gênero.
De acordo com a delegada Márcia Bernini, titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Denise manteve um relacionamento de aproximadamente cinco anos com o suspeito, de 25 anos. O casal estava separado havia cerca de seis meses. Mesmo sem possuir medida protetiva ou registros anteriores de ocorrência contra o ex-companheiro, a jovem havia deixado Estrela e se mudado para Lajeado na tentativa de se afastar dele e evitar novos conflitos.
Segundo a investigação, familiares relataram que o relacionamento era marcado por atitudes controladoras por parte do suspeito. A delegada destacou que Denise não acreditava que pudesse ser vítima de um crime dessa gravidade.
O corpo da jovem foi encontrado na madrugada de segunda-feira em seu apartamento, localizado no Centro de Lajeado. A perícia identificou marcas de disparos de arma de fogo, e a principal linha investigativa indica que o feminicídio ocorreu ainda na noite de domingo, 5 de julho.
O suspeito se apresentou espontaneamente na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajeado, acompanhado de um advogado, após a expedição do mandado de prisão preventiva. Ele permanece à disposição da Justiça.
As investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes da ocorrência, incluindo a dinâmica do crime, a forma como o investigado entrou no apartamento da vítima e a localização da arma utilizada. Caso seja confirmado, este será o 42º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026.
Denise foi velada em Estrela, sua cidade natal, onde familiares e amigos prestaram as últimas homenagens antes do sepultamento no Cemitério Municipal de Novo Paraíso.
Foto: Arquivo Pessoal

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